Família fala do atentado, da dor e pede justiça no Caso Sabrina, ocorrido em Afonso Cláudio

No sábado (20), duas jovens sofreram uma emboscada na Rodovia ES-484 que liga Afonso Cláudio a Laranja da Terra e por um milagre ambas estão vivas. De acordo com dona Rosalina Kurth, era tardezinha quando sua filha Sabrina chegou em casa procedente de um evento musical no Ipiranga, trocou de roupa e disse que estaria seguindo para outro evento com uma amiga.

Vinte minutos depois de deixar sua casa em seu veículo, Sabrina e amiga foram seguidas e alvejadas por disparos de arma de fogo. Dona Rosalina, conversou com a filha que está internada no Hospital São Lucas, em Vitória, a fim de informar à imprensa o que realmente ocorreu. Foi confirmado pela vítima que elas foram atacadas na descida da serra da ES-484.

De acordo com dona Rosalina, entre os disparos que acertaram sua filha, um atingiu a coluna. Os médicos falam que Sabrina teve muita sorte em sobreviver, mas seu quadro ainda preocupa, já que uma bala a deixou paraplégica. Um irmão de Sabrina veio do Rio de Janeiro para acompanhar o tratamento, e dona Rosa viaja para Vitória nesta quarta-feira (24), para se juntar aos filhos.

A amiga, Jane Botelho, foi atingida entre o lábio superior e o nariz. A bala transfixou o rosto, saindo próximo da orelha do lado esquerdo, sem maiores danos. Ela já foi liberada e se encontra em casa. Já Sabrina não tem previsão de alta, segundo sua mãe, que está assustada com a violência, mas pede que a justiça seja feita.

Em conversa com nossa equipe na noite desta segunda-feira (22), ela falou que não imagina quem e porque fizeram isso com sua filha. “Minha filha é uma pessoa alegre, brincalhona e carismática. Sabrina não me falou de nenhum problema de relacionamento que possa ter motivado tal agressão. Pelo contrário, ela é cercada de amigos,” disse Rosa, ao lado da mãe.

As Polícias trabalham no caso e os familiares e amigos de Sabrina ainda buscam entender o motivo da tentativa de homicídio. “Sabemos que os tiros eram para atingi-la, uma vez que os disparos foram efetuados do lado onde ela estava. Sabrina era quem conduzia o veículo e as marcas de disparos mostram isso”, relatou a família, ainda muito abalada.

Dona Rosalina contou ainda que será muito difícil conviver com a situação em casa, sabendo que a filha ficará paraplégica. “Estou preocupada e pensando como resolver isso tudo. O filho dela não sabe de fato o que ocorreu, para ele foi um acidente, um capotamento”, concluiu emocionada, dona Rosalina Kurth.