As migrações internas dos pomeranos

Folha Pomerana Express , 21 Outubro 2019

As migrações internas dos pomeranos

O casamento, para a população pomerana rural, em muitos momentos também representou a vinda de uma nova força de trabalho, sobretudo, quando o novo casal passava a desenvolver a sua atividade na rotina da propriedade. Será preciso lembrar que praticamente toda essa população e seus descendentes sempre viveram no campo até a metade do século vinte.

migraçõesEm muitas situações, o momento da constituição de uma nova família, também representou uma readequação a uma nova realidade. Era o que costumava acontecer com o filho solteiro indicado como arrimo da família. Foi um costume trazido da Pomerânia, o qual, aliás, por lá, foi responsável pela preservação das grandes propriedades rurais.

Ao contrário disso, na Polônia, a divisão das terras entre praticamente todos os filhos, levou a uma fragmentação dos imóveis rurais e, no decorrer de tempo, ao próprio empobrecimento da população rural.

migrações2Aqui no Brasil, ao menos enquanto ainda era fácil obter terras para as novas gerações, muitos jovens até já possuíam uma propriedade, apesar de não terem recursos para a construção de uma casa própria. Entretanto, como se diz, quem casa quer casa e, não poucas vezes, as dificuldades que começaram a aparecer com a convivência de duas gerações de famílias, terminava em conflito e conseqüente afastamento de uma das partes.

Talvez auxiliado por este fato, a partir de 1950 teve início, no Brasil, um novo processo de migração interna de muitos pomeranos.

No Estado de Espírito Santo, ocorreu a transferência de todo um contingente populacional para o “Norte” do estado. Notícias vindas do Paraná, informando sobre a existência de terras férteis, também fizeram com que o sudoeste brasileiro passasse a exercer um grande atrativo sobre muitos jovens, ansiosos por obterem o seu pedaço de chão. Desta forma, na década de 1950, o Paraná, sobretudo a região de Marechal Rondon e de Toledo, passou a receber inúmeras famílias vindas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de Espírito Santo.

 

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