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Gastronomia

Histórico

 

 

08/08/2013

Que tal um cafezinho?

 

 

 
Contam os historiadores que o consumo do café começou na Etiópia, África, lá pelo século IX. Um pastor descobriu que suas cabras, após se alimentarem com as frutinhas dos cafeeiros, tornavam-se mais espertas, pareciam mais energizadas... Daí para o desenvolvimento do preparo do café como o conhecemos atualmente, foi um “pulo”! 
 
Inicialmente fazia-se uma pasta com os grãos e cascas, depois resolveu-se torrar as sementes, moê-las e preparar-se uma infusão em água fervendo, modelo que usamos até hoje.
 
 
Levado para a Europa pelos navegadores, a primeira cafeteria surgiu na Inglaterra, no meio do século XVII, depois na Itália e em seguida na França. Em todos estes países, assim como nos demais, apreciar uma xícara da bebida tornou-se uma instituição e uma tradição. Posteriormente a Itália, mesmo não sendo produtora de café, desenvolveu máquinas para retirar-se o melhor dos grãos, por meio do café espresso.
 
E nos estados Unidos da América surgiu a maior rede de cafeterias do mundo, a Starbucks, espalhada no mundo todo e que se transformou num conceito e numa maneira de se tomar café, pois são servidos de várias formas, frios, quentes, com ou sem cafeína, já envasados em garrafinhas prontas para levar ou preparados ali no balcão!
 
 
No Brasil o consumo, ano passado, foi de quase 5 kg por pessoa. E já vivemos, nós brasileiros, momentos de glória e de fausto com a cafeicultura. Por volta do final do século XIX e início do século XX, diversos brasileiros, os “Barões do Café”, prosperaram e enriqueceram com sua cultura e comércio, em São Paulo principalmente. Entretanto uma fortíssima geada e depois a quebra da bolsa de Nova Iorque, em 1929, derrubaram seus preços e, literalmente, os barões “quebraram”...
 
Diversos casarões de fazendas de café daquela época estão transformados em hotéis, hoje em dia, onde, além de se hospedar magnificamente, pode-se vivenciar como eram as coisas naquela época, observando as construções, os móveis e utensílios, por exemplo.
 
 
Diversos estudos da medicina sugerem que duas ou três xícaras pequenas de café ao dia são saudáveis, pois, além da estimulante cafeína, contém antioxidantes, minerais e vitaminas. E, como tudo na vida, o uso em excesso é que é prejudicial!
 
A prática do “cafezinho” tornou esta bebida um fator social, que aglutina as pessoas durante um pequeno período de tempo para, além de saboreá-la em suas diversas formas, poder também conversar, debater, namorar (por que não?)... Num providencial intervalo durante o trabalho, um encontro na cafeteria mais próxima, ou após as refeições, vai muito bem um cafezinho!
 
 
Os tipos conillon (também chamado de robusta) e o arábica são os mais utilizados aqui em nosso país e o Estado do Espírito Santo é um dos maiores produtores do primeiro, e de ótima qualidade. A indústria cafeeira em nosso estado está muito desenvolvida e pesquisas importantes estão sendo realizadas por aqui, as quais já apresentam resultados admiráveis! Segundo os “entendidos” no assunto, o café arábica produz uma bebida mais encorpada do que o conillon, o que a torna mais apreciada pelos fãs de um espresso!
 
São diversas as maneiras de se extrair um café a partir do seu pó: podemos usar o coador de pano (tradicionalíssimo no interior!) ou de papel, as cafeteiras tipo italiana 
 
 
ou aquelas para café espresso ou, ainda, a que utiliza cápsulas e a de êmbolo (francesa), muito prática. Todas fornecem um cafezinho especial, desde que aplicadas as instruções corretamente e se use um produto de qualidade!
 
 
Nas padarias e cafeterias podemos pedir inúmeros cafés, como o “carioca”, na xícara ou no copo, convencional, de coador, com um pouco de água quente para diluí-lo; o “pingado”, também tradicional e pequeno com um pouquinho de leite; a famosa “média”, na xícara grande, com ou sem leite e normalmente acompanhada por um pão com manteiga, muito comum como “café da manhã” nas grandes cidades, antes de seguir para o trabalho.
 
 
O espresso, forte, tirado na pressão com as máquinas próprias; o cappuccino, preparado com um espresso, leite vaporizado, chocolate e salpicado com canela em pó; o macchiato, um espresso com um pouco de espuma de leite vaporizado por cima.
 
 
 
São três os profissionais diretamente ligados ao café, além, é claro, daqueles que atuam nas plantações e na industrialização: os “classificadores”, os “degustadores” e os “baristas”.
 
Os classificadores definem a qualidade analisando os grãos antes da torra e são capazes de separá-los observando seu aspecto físico, quantidade de defeitos e homogeneidade de cor e tamanho (tipo) que possuem. Seguem uma metodologia de análise nacional, conhecida como Classificação Oficial Brasileira (COB).
 
Já os degustadores, depois de muito treino e prática, são capazes de identificar, provando amostras de sua infusão, os quatro gostos básicos percebidos pela língua – doce, salgado, ácido e amargo.
 
Os baristas atuam nas cafeterias, junto às máquinas de fazer café espresso, elaborando drinks e desenvolvendo uma arte, a latte art, quando produzem desenhos na espuma cremosa de leite vaporizado que colocam por cima da bebida.
 
 
 
Aqui alguns drinks preparados com o café: o mundialmente difundido irish coffee (pronuncia-se “airichi”), originário da Irlanda, como podemos deduzir pelo seu nome, que é preparado com café bem quente, uma dose de whisky, açúcar e creme chantilly, além de diversas misturas da bebida com licores e com sorvetes e caldas. 
 
 
Além da infusão e das bebidas preparadas utilizando-o, outras também usam seus grãos para serem elaboradas, como os licores de café, entre eles o Kahlua e o Baileys, e as cervejas saborizadas (a Robusta usa grãos de conillon cultivados em São Gabriel da Palha, aqui no Espírito Santo!).
 
 
Mas nem só de bebidas vive o café: também receitas de sobremesas, tortas e bolos, podem ser saborizadas com ele. Por exemplo: que tal um cupcake? Ou um bolo, preparado também com chocolate? Experimente!
 
 
Como uma bela sobremesa, nada mal saborearmos um bolo mousse de café, certo? Ou o clássico tiramisù, sobremesa italiana a base de camadas de biscoitos champagne embebidos em café forte cobertas por queijo mascarpone e pulverizado, por cima de tudo, com cacau ou chocolate em pó (hummm!!!).
 
 
Já surgiram, também, receitas salgadas em cuja composição vai o café, normalmente nos molhos. É o caso dos escalopes de lombo suíno acompanhados por uma farofinha de manteiga... Ou mesmo um peito de frango em pedaços que foi temperado com sal, pimenta do reino e uma colher de pó de café, passado na frigideira no azeite com alho e cebola, cujo fundo depois foi deglaçado com meia taça de vinho branco e deixada no fogo até o molho engrossar? Ele pode ser muito bem acompanhado só por um arroz branco!
 
 
Vou ficando por aqui, convidando você para um cafezinho. Que tal? Então até a próxima!

 

 

 

 

 

 

 

 
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