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Gastronomia

Histórico

 

 

04/03/2013

Serrambi: um pedaço do paraíso

 

 

 
Eu e minha esposa tivemos o privilégio de passar duas semanas no nordeste, mais precisamente na praia de Serrambi, 80 km ao sul de Recife. Fica logo após Porto de Galinhas e era uma vila de pescadores, só que, com praias maravilhosas, os próprios recifenses se incumbiram de criar alguns condomínios de casas e ocupá-las.
 
Sob um sol de verão e a tranquilidade do local, gastamos nosso precioso tempo nos dividindo entre caminhadas, banhos de mar, banhos de piscina, boa conversa e boas comida e bebida.
 
A vila dispõe de poucos recursos, mas, se quisermos algo diferente ou mais sofisticado, é só dar uma “esticada” até Porto de Galinhas (15 minutos de carro...) e lá encontramos quase tudo.
 
 
O povo local é bastante receptivo e sabe da importância dos turistas para a economia local, então tratam a todos com muito carinho, o que pudemos comprovar conversando nas lojas e mercadinhos. A gastronomia da região traz-nos boas opções, principalmente com frutos do mar, já que a costa é especialmente rica neste aspecto. 
 
As praias são lindas e a temperatura da água não é fria, então ficar “de molho” é uma atividade (?) convidativa, ainda mais que não tínhamos hora nem para chegar nem para sair... A praia da 1ª foto abaixo chama-se “da Enseadinha” e a outra eu apelidei de “Praia dos Botecos”! Que tal?
 
 
Sentados numa barraca na beira da Praia dos Botecos saboreamos uma porção de peixe agulha frito na hora, acompanhado por macaxeira (nosso aipim) também frito e salada de tomates e cebola fatiados. Uma delícia! Além disso, provamos o “casquinho”, que é um pirão muito saboroso preparado com carne de siri e temperos, servido num copinho de plástico e vendido por ambulantes. Tudo regado com uma cerveja geladíssima!
 
 
Para refrescar côco verde gelado ou sucos de frutas da região, como o de cupuaçu, de cajá, de caju, de carambola, de graviola, de mangaba ou de outras tantas mais. Picolés também são feitos com estas deliciosas frutas, como os fabricados pela Milet.
 
 
Em Serrambi provamos a verdadeira tapioca, um tipo de panqueca preparada com a “goma” da tapioca, frita e recheada com diversas opções, doces e salgadas. Eu provei uma com charque (nossa carne seca) desfiado com queijo coalho, este também especialidade nordestina. Minha esposa deliciou-se com a de banana da terra assada, açúcar e canela!
 
 
Visitamos, também, Porto de Galinhas. É um point turístico bastante interessante, com uma boa infraestrutura, muitos resorts, hotéis e pousadas, vários restaurantes, bares, cafés, sorveterias, bistrôs, lojinhas “descoladas” etc. A praia em si é maravilhosa, com águas calmas e transparentes, de onde se pode fazer passeios de jangadas até as lagoas naturais formadas pelos arrecifes. Podem-se alugar, também, máscaras e canudos (snorkel) e realizar mergulhos para apreciar o colorido dos peixes e dos corais. 
 
 
Almoçamos no restaurante “Peixe na telha”, de frente para aquele “marzão” azul e uma brisa refrescante, depois de uma caminhada até o Pontal do Cupe, ou seja, 6 km para lá de Porto e de volta mais 6 km pela areia da praia. Então a sede e a fome estavam em estado de alerta e, enquanto sorvíamos uma cerveja geladíssima, pedimos e saboreamos uma porção de pastéis de camarão! Pedimos a especialidade da casa, o “peixe na telha”: são filés de peixe cozidos no leite de côco e temperos, servidos realmente em uma telha de barro, acompanhados de arroz e pirão.
 
 
Imediatamente ao sul do Porto de Galinhas fica a praia de Maracaipe, esta com ondas e onde são realizados campeonatos de surf, inclusive internacionais. Ali fizemos uma pequena prova do “ensopado”, que é oferecido na areia da praia por ambulantes, normalmente senhoras, e ficam em caldeirões, porque são servidos na hora em pequenas porções. Tem de peixe, de siri, de caranguejo e de aratu, que é uma espécie de caranguejo, também. Na realidade é um pirão menos espesso com a carne desfiada e misturada. 
 
 
Em Macaraipe também fizemos uma experiência gastronômica, no “Mas será o Benedito?”, um bar na beira da praia com um cardápio de petiscos espetacular. Pedimos uma porção de bolinhos de camarão, crocantes e saborosos, além de outra porção com iscas de merluza e acompanhamos tudo com uma cerveja supergelada, pois o calor pedia! Também provamos uma caipirinha, coada e com bastante gelo, que ajudou o tempo passar...
 
 
Após 10 dias de pura moleza e mordomia, era tempo de começar a voltar para casa e seguimos para Recife, onde dormimos duas noites. Aproveitamos o tempo disponível para conhecer o centro antigo, com seus casarões e os armazéns do porto sendo restaurados e transformados em Centro de Artesanato ou museus, por exemplo.
 
 
Também estivemos no Centro de Cultura aonde, nos idos de 1818, era a Casa de Detenção e foi adaptado para ser um enorme centro de venda de artesanatos, em que as celas são, atualmente, lojinhas e algumas poucas lanchonetes. Todo tipo de arte, em madeira, barro, rendas, cordéis, doces, aguardentes etc, podem ser encontrados ali.
 
 
Outras descobertas que fizemos foi indo conhecer alguns mercados públicos. Estivemos no da Boa Vista e no de São José. No primeiro, menor, encontramos frutas, verduras e legumes, carnes e peixes, além de uma “praça de alimentação” em seu centro, a qual abastece os visitantes com os pratos típicos regionais. No de São José, bem maior, frutos do mar e produtos como a manteiga de garrafa e o charque, muito artesanato e roupas, calçados etc, mas também uma enorme área de alimentação, bem simples e frequentada tanto pelas pessoas que fazem compras como pelos que lá vão exclusivamente para saborear alguma preparação bem nordestina!
 
 
Em termos de gastronomia, fomos ao Mercado da Encruzilhada, no qual está instalado o restaurante “O Bragantino”, simples, cujo proprietário, Sr. Manoel, alardeia que faz “o melhor bolinho de bacalhau do Recife...”. Realmente são muito bons e aproveitamos para provar, ainda, a posta de bacalhau frita, que vem acompanhada por batata assada, salada de tomates e cebolas fatiados e azeitonas pretas. A surpresa foi, lendo o cardápio, descobrir o que é “Chambaril”! Perguntamos ao Léo, garçon “gente muito boa” que nos atendeu e explicou: é o “ossobuco”, cozido no molho de tomates e azeite até ficar bem macio, temperado com alho, cebola e coentro, servido com macaxeira cozida! No cardápio, ainda: dobradinha, carne de sol, bacalhau no côco, arroz de polvo e muito mais... Temos que voltar lá!
 
 
 
Não posso deixar de citar duas especialidades da região: o “bolo de rolo”, uma massa bem fina tipo um pão de ló enrolada e recheada com goiabada, e as “passas de caju”, um doce preparado cozinhando-se os cajus numa calda de água e açúcar até dar aquela cor castanha escura e depois os deixando esfriar e secar. Algumas pessoas colocam as passas para secar ao sol e depois polvilham com açúcar cristal. 
 
 
Espero que tenham gostado desta viagem, pois nós adoramos! Assim que possível, iremos repetir! E até a próxima!
 

 

 

 

 

Lenize

05/03/2013
12h54

Mário, adorei a "viagem". As dicas (maravilhosas!!) já estão anotadas. Abraços


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Margareth

08/03/2013
08h31

Amei a viagem e, como sempre, aprendo um pouquinho mais. Ficou a vontade de saborear aqueles pratos. Parabéns!


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