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Gastronomia

Histórico

 

 

08/12/2012

Doce prazer, doce tentação!

 

 

 
Estava resistindo a escrever sobre doces, mas não teve jeito... Mais dia, menos dia, este assunto teria que vir à tona, ou melhor, à página! 
 
A história da doçaria começou com a utilização do mel, para conferir um sabor especial a alguns alimentos. Isto vem lá dos primórdios da gastronomia, com os egípcios. Um bom tempo após a descoberta e o uso da cana-de-açúcar, pelos chineses e indianos, lá pelo século X, ela chegou à Europa, quando também se alastrou pelo restante do mundo.
 
No Brasil os doces vieram junto com Pedro Álvares Cabral e, posteriormente, as senhoras portuguesas trouxeram suas receitas e aqui começaram a produzi-los.
 
Vou começar pelos caseiros, que, antigamente, nas fazendas, eram feitos num processo artesanal, em grandes tachos de cobre sobre fogo de lenha. Eram lentamente preparados e, em sua maioria, com frutas da ocasião, como banana, goiaba, figo, mamão verde e outros, descascadas e cortadas em pedaços, mas sempre com aquela calda espessa e irresistível! 
 
 
Entretanto utilizava-se, além das frutas, a abóbora e a batata-doce, por exemplo, que ficam muito saborosos.
 
 
Depois vêm os pudins: de leite condensado, de pão, de queijo, de chocolate, seja qual for. Cobertos e cercados por aquele caramelo derretido, são para comer de joelhos!
 
 
É hora, então, das tortas. Eu não resisto a uma de maçãs, que minha tia-avó preparava, nem a de limão, uma das especialidades da minha mãe. A de maçã era melhor de comer ainda quente, com um aroma de canela se espalhando pela casa. Já a de limão ficava perfeita gelada, e o suspiro crocante que a cobria era demais!
 
 
O arroz doce, receita tradicional da família, era preparado nos finais de semana, normalmente. Ficava cremoso e chegava à mesa polvilhado com canela, o que realçava ainda mais seu sabor puxado a baunilha. Outra receita, também para os domingos, era a mousse de chocolate. Sensacional, aerada e leve, era feita com chocolate meio-amargo, o que a deixava não muito doce. Um perigo, pois a vontade era de repetir várias vezes!
 
 
Se o almoço tinha sido combinado para juntar a família na casa de um dos seus membros, o famoso “junta-prato”, invariavelmente alguém levava um “quindão” e outro alguém levava um “brigadeirão”. Nem é preciso dizer que a felicidade da garotada era total (dos mais velhos também...). 
 
 
Nos aniversários dos pequenos e nas festas de casamento a farra açucarada era imensa. Não podiam faltar os “olhos-de-sogra”, os “beijinhos de côco”, os “cajuzinhos”, sem falar nos brigadeiros e nos de amendoim... Ô, saudade!
 
 
Nos casamentos reinavam, e ainda reinam, os “bem casados”, cuja massa crocante e o recheio de doce de leite são sucessos absolutos, e os bolos, decorados, confeitados, bem recheados com um doce preparado com ameixas secas e creme, davam pena de serem cortados, de tão bonitos. Mas o sacrifício valia a pena!
 
 
Falando de doces, o verão está chegando e os sorvetes também. Apesar de não necessariamente ter que fazer calor para degustá-los, é nesta época do ano que eles ficam ainda mais gostosos, pois além de nos alimentar, eles nos refrescam. Os meus preferidos são os de frutas, mas nada contra os cremosos feitos com leite e outro ingrediente, como chocolate, nozes, pistache e mais inúmeras possibilidades. Na forma de picolé ou casquinha, todos tem seu lugar.
 
 
Para finalizar, duas sobremesas simples, nossas velhas conhecidas, e que sempre tem vez: o famoso “Romeu e Julieta”, aquela fatia caprichada de goiabada cascão ladeada por outra de queijo Minas, ou uma bela colherada de doce de leite, que pode ser feito com leite condensado cozido na lata dentro da panela de pressão! Melhor, ainda, se ele vier do tacho, da fazenda...  
 
 
Vou parar por aqui. Poderia continuar a escrever, escrever e escrever sobre este “doce” assunto, já que opções e criatividade não faltam. Mas temos que ir com moderação, pois o açúcar em excesso, em nosso organismo, se transforma em gordura e isto ninguém quer, certo? Por outro lado, é uma fonte importante de energia para nosso corpo. Então, em outra oportunidade, continuaremos a discorrer sobre esta “tentação”. Ainda não mencionei nada sobre os doces estrangeiros: são milhares e milhares, cada país tem os seus preferidos e tradicionais, assim como seus próprios ingredientes. Não é um bom tema para outro artigo? Então até o próximo!
 

 

 

 

 

Cynthia Silva

10/12/2012
07h53

Mário, Mário. dessa vez você não foi do bem. Pegou no meu fraco, pois sou uma verdadeira formiga!!! Vou ter de colocar seu link no meu facebook. Por falar nisso está no face? 


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