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Gastronomia

Histórico

 

 

06/09/2012

Essa é sopa!

 

 

 
Para aqueles, que assim como eu, já entraram na era dos “enta” (quarenta, cinquenta, sessenta...), a expressão era muito utilizada quando sabíamos a resposta para alguma pergunta, fosse no colégio ou numa roda de amigos. Queríamos dizer que aquela pergunta tinha uma resposta fácil, da mesma maneira que é muito fácil tomar sopa!
 
Nestes dias frios de inverno, então, é uma “mão na roda”: simples de preparar, existem mil e uma receitas diferentes, é um prato saboroso, alimenta e aquece a alma.
 
Da minha infância guardo algumas lembranças de sopas, principalmente a de leite com batatas, que era um purê batido no liquidificador e nos era servida quando precisávamos nos recuperar de alguma doença, como um resfriado, e a de feijão com massinha (muitas vezes com letrinhas...), sobre a qual minha mãe deitava um fio de azeite, o que a tornava campeã.
 
 
As sopas podem ter como base os caldos, sejam eles de legumes, de carne bovina, de aves ou de peixe, e a eles acrescentamos legumes, verduras, grãos, massas, frutos do mar, etc. Podemos requintá-las, usando temperos como a tomilho ou o açafrão, além de saborizá-las, com a adição de sementes de papoula, e com outras ervas, como o alecrim e o manjericão. 
 
Cada país ou cada cultura tem sua sopa emblemática cuja receita passa de mãe para filha. Da Alemanha, a “goulashsuppe”, com cubinhos de carne e de batatas, temperados com cebola picadinha, páprica doce e manjerona seca, é rica e nutritiva. Da Itália, vem a “minestrone”, que leva feijão, legumes e macarrão cozidos num caldo de carne. É servida regada com azeite e acompanhada por pão.
 
 
Na França duas são tradicionais e representam-na muito bem: uma é a de cebolas gratinada, preparada com fatias bem finas de cebola refogadas na manteiga e cozidas em caldo de carne, então colocadas numa cumbuca que tem uma fatia de pão grelhado no fundo, aí coberta de queijo gruyère ralado grosso e levada ao forno para gratinar. E deve ser acompanhada por uma taça de vinho tinto, de preferência francês, claro!
 
A outra é a boullabaisse (pronuncia-se buiabése), à base de peixes e frutos do mar cozidos junto com batatas, alho, cebola, erva doce, tomates e açafrão, originária da cidade costeira de Marselha, rica nestes ingredientes e que era preparada pelos pescadores ainda no interior das embarcações.
 
 
Os orientais são também aficionados por sopas e as consomem até no café da manhã. As mais comuns são feitas com os noodles, aquele macarrão fininho, cozido em caldo de frango, acrescido de legumes e verduras, temperadas com gengibre e cebolinha verde. Mais incrementada, a sopa de algas leva a dita cuja cozida em caldo de shoyu, além de cogumelos das variedades champignons, shitake e shimeji.
 
 
Outras sopas conhecidas e importantes na gastronomia mundial: o “caldo verde”, português, e a “clam choulder”, receita dos Estados Unidos da América. A primeira, tradicionalíssima, usa batatas cozidas em caldo de galinha, linguiça ou paio fatiado e couve.
 
A segunda usa o clam (um molusco parecido com o vôngole, só que bem maior), também é preparada com batatas, só que cozidas no leite e, como temperos, usam-se aipo, cebola, cenoura e salsinha.
 
 
Também existem sopas frias, refrescantes, próprias para os dias quentes do verão. Dentre elas a vichyssoise (lê-se vichissoase), de origem francesa, preparada com batatas, alho-poró e cebolas cozidas em caldo de galinha, passadas em processador junto com creme de leite até obter-se um creme fino.
 
Já para o gazpacho, espanhol, utilizam-se tomates bem maduros sem pele e sem semente batidos no liquidificador com água gelada, um pouquinho de alho, de cebola e de miolo de pão. Usa-se servi-lo acompanhado de cubinhos de pão torrado e de pepino.
 
 
Não devemos nos esquecer das sopas preparadas para servirem de sobremesas. Experimente cozinhar 400 g de morangos em champanhe temperado com canela em pau e cravos da Índia, açúcar e uma colher de sobremesa de maisena para engrossar. Depois é só servir em pratos fundos, quente ou fria, acompanhada por uma bola de sorvete de creme!
 
Ou, então, cozinhe morangos, framboesas e amoras só com açúcar e, quando amolecer, apague o fogo e adicione uma xícara de creme de leite fresco. Depois que amornar divida em porções e, enfeite com folhas de hortelã e sirva fria. Será um sucesso!
 
 
E, para fechar com “chave de ouro”, as duas que eu mais prefiro e que, penso, muitos irão concordar comigo. Estou falando da conhecidíssima e inigualável “canja de galinha”, servida fumegando, preparada com caldo de galinha feito em casa, cubinhos de cenoura, tempero verde e arroz...
 
E um creme de batata baroa (ou de aipim), em cuja preparação vai caldo de carne, cebola ralada e refogada junto com alho, depois homogeniza-se tudo no liquidificador e, na hora de servir, salpica-se, já no prato fundo, bacon torradinho. Quem gostar adiciona um pouco de molho de pimenta.
 
 
Hoje fico por aqui. Espero que tenham gostado! Bom apetit e até a próxima!
 

 

 

 

 

Lenize

08/09/2012
12h18

Mário, maravilhosas! Imprimi e já está em meu caderno de receitas (como antigamente: precisou, pega na estante e abre). Abraço


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Bebeto

19/09/2012
13h27

Dia desses em São Paulo pude saborear uma sopa minestrone. Haviam outras opções de sopas no cardápio, mas na noite seguinte repeti. Espetacular!!!


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MArgareth

05/10/2012
10h02

Que matéria deliciosa, parabéns!


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