GERAL POLÍTICA POLÍCIA TURISMO CULTURA AGRONEGÓCIO ESPORTE SAÚDE CLASSIFICADOS EVENTOS GUIA COMERCIAL
BUSCA   
ESCOLHA SUA CIDADE 22 DE JANEIRO DE 2017

 

Gastronomia

Histórico

 

 

03/08/2012

A cozinha da Vovó

 

 

 
Dia 26 de julho comemoramos o Dia da Avó! Penso que deveríamos comemorar todos os dias, pois pessoas como nossas avós são e sempre serão exemplos para nós, de caráter, de atitudes e de cidadania: eram estes que elas queriam nos passar!
 
E como não se lembrar dos quitutes preparados por elas, simples, mas que, durante sua elaboração, perfumavam toda a casa, com os aromas do alho e da cebola sendo refogados, ou do cravo e da canela, durante a preparação de bolos e doces?
 
Eu tenho ótimas lembranças, principalmente gustativas, da minha infância e adolescência, quando íamos almoçar aos domingos na casa de uma delas e, pelo cheirinho exalado da cozinha, já podíamos imaginar o menu: carne assada com molho ferrugem e batatas cozidas inteiras, ou um belo e suculento rosbife, divinamente acompanhado por um purê de batatas.
 
 
As sobremesas, nestes dias, variavam muito. Podia ser uma torta de limão, tentadora, coberta com aquele suspiro que somente elas sabiam fazer, ou um belo pudim de leite, cuja calda de caramelo era algo dos deuses...
 
 
No dia a dia a simplicidade era outra: às vezes chegávamos de surpresa a sua casa, bem na hora do almoço (coincidência?) e, rapidamente, como num passe de mágica, surgiam as travessas na mesa: arroz (soltinho...), feijão (com caldo grosso...), bife e batatas fritas! Quer mais o quê? Em outras ocasiões ela nos servia uma macarronada com molho de tomates (feito em casa, óbvio) e almôndegas, macias e saborosíssimas. Um pouquinho de queijo ralado por cima e... nhãm!
 
 
De sobremesa sempre vinha da cozinha uma compota caseira, ou de abóbora, com aquele cheirinho delicioso de cravo, ou de banana em rodelas caramelizadas, ou de figo, quando era época. E normalmente acompanhadas de uma fatia de queijo minas frescal. Tudo de bom!
 
 
Inesquecível, também, era o lombo de porco assado com farofa, também, normalmente, preparado aos domingos. Era impressionante como é que ela conseguia invariavelmente o mesmo ponto de cozimento da carne, supermacia e suculenta, com o sal e o alho no ponto certo, SEMPRE! A farofinha era meio seca meio úmida, não sei explicar direito. Tinha pedacinhos crocantes de bacon e cheiro verde bem picadinho...
 
Nesses dias, não sei por qual razão, a sobremesa era, quase sempre, um arroz doce. Ele vinha para a mesa em um pirex redondo e era cremoso, os grãos macios, bem dosado de açúcar e coberto com um pouco de canela em pó. E podíamos repetir!
 
 
Em dias festivos, como aniversários ou comemorações de bodas, batizados ou algo neste sentido, a fartura aumentava e as preparações eram mais requintadas. Minha avó, por parte de pai, fazia uma bacalhoada que não tinha igual neste mundo: eram postas dessalgadas do lombo, grossas, cozidas no azeite da melhor qualidade, acompanhadas com batatas descascadas e cozidas inteiras, cebolas cozidas inteiras, rodelas de pimentão vermelho, azeitonas pretas e verdes enormes, ovos cozidos duros, acompanhadas por arroz branco. Sobremesa? Um apetitoso manjar branco, cercado por ameixas em calda, tão bonito que dava pena de cortar...
 
 
Voltando ao trivial, do dia a dia: quem não se lembra “daquela” carne de panela, que chegava exalando um bouquet de temperos, quase imersa num molho grosso e avermelhado? Ou do bife a milanesa, sequinho e crocante por fora e macio por dentro? Não importava nem o acompanhamento: normalmente eram verduras refogadas ou passadas na manteiga, uma salada fresquinha ou, mesmo, aipim frito ou um purê de inhame... ô, saudade!
 
 
A sobremesa era “de lei”: alguma coisa doce haveria de ter, para saborearmos após a refeição. Lembro-me muito bem que, fosse um pudim de pão (ou mironga, como elas falavam...), que era uma das formas de não desperdiçar os pães que sobravam do café da manhã ou do lanche da tarde, ou fosse um doce de leite condensado, cozido na lata dentro da panela do feijão, tudo era especial, preparado e servido com muito carinho!
  
 
Por estas e muitas outras devemos prestar nossas mais sinceras homenagens a nossas avós, hoje, amanhã e sempre. Que utilizemos os exemplos que nos deixaram ou deixam, pois é a base sólida da família que traz os bons resultados que almejamos para nós, para nossos filhos e netos. E se acontecer em volta da mesa, melhor ainda! Até a próxima!
 

 

 

 

 

Lenize

04/08/2012
11h49

Mário, muita saudade de minha avó. Ela fazia uma carne moída simples... simples... nunca mais comi igual.Eestamos todos bem, curtindo Júlia. Bjs Zezé


Reportar abuso

Bebeto

06/08/2012
09h14

Beleza Mario! Realmente muito bom relembrar as mordomias que nos ofereciam nossas avós.


Reportar abuso

 

 
2016 (1)
 

Maio (1)

 

 

» Sem tempero não dá!...

2015 (4)
2014 (3)
2013 (6)
2012 (12)
2011 (12)
2010 (15)

 





GERAL POLÍTICA POLÍCIA TURISMO CULTURA AGRONEGÓCIO ESPORTE SAÚDE CLASSIFICADOS EVENTOS GUIA COMERCIAL
BUSCA   
Termo de Uso | Política de Privacidade | Anúncios Publicitários | Contatos

© 2009 Montanhas Capixabas - Todos os direitos reservados