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Gastronomia

Histórico

 

 

03/04/2012

Gastronomia patagônica

 

 

 
Eu e minha esposa estivemos visitando o Chile e a Argentina, mais precisamente a região conhecida como “Patagônia”. Fica ao sul da Cordilheira dos Andes e é banhada pelos dois oceanos, o Pacífico e o Atlântico. Trata-se de uma região fria e marcada pelos ventos que ocorrem em grande parte do ano. 
 
A Patagônia é uma região natural que se localiza no sul da América do Sul, abrangendo quase um terço dos territórios da Argentina e do Chile. São quase 800.000 quilômetros quadrados de território virgem, pouco explorado e de escassos habitantes. Uma região riquíssima em recursos naturais de incomparável beleza, fazendo dela uma das mais belas do planeta. As montanhas, os lagos de águas transparentes, as matas nativas, as geleiras e até os vulcões (quando inativos, claro...) são de uma beleza exuberante.
 
 
Sua gastronomia é bastante peculiar e bem regional e, pode-se dizer, até mesmo um pouco exótica e variada, pois inclui cervos, javalis, lebres, patos, queijos e fiambres patagônicos. Também podemos escolher entre as trutas patagônicas ou o cordeiro patagônico, antes de provar uma sobremesa de frutas do bosque ou doces patagônicos, tudo isso em frente a uma janela com vista para os Andes, tomando um bom e reconhecido vinho da Patagônia. 
 
Não nos esqueçamos dos pescados e dos frutos do mar, já que a região, com suas águas frias, é grande produtora de várias espécies, dentre elas a mais famosa, a centolla, aquele caranguejo enorme que é uma das atrações gastronômicas locais. O salmão, criado em cativeiro, é um dos produtos mais exportados pela indústria da pesca chilena, concentrada na região. 
 
Mas vamos ao que interessa: as preparações gastronômicas!
 
O “curanto”: tradição chilena, o original é preparado num buraco, feito no chão. É um “cozidão”, que leva mexilhões, carnes de boi, de porco, de ave, lingüiças, às vezes peixes, batatas, ervilhas e outros legumes. Demora até 5 horas para ficar pronto e é um “acontecimento”! Hoje é feito na panela, levada ao forno coberta com papel alumínio... Puchero: é outro “cozidão”, só que não leva mariscos nem pescados. As carnes utilizadas são as de boi (rabada e peito), linguiça e toucinho magro. Os vegetais: espigas de milho, batata inglesa e doce, cebolas, nabo, abóbora e pimentão. 
 
 
Carbonada: normalmente é servida dentro de uma abóbora moranga. Cozinham-se, numa panela, cubos de carne de boi, pedaços de lingüiça, abóbora e batatas inglesa e doce em cubos, milho e cebola, tempera-se com louro, alho e vinho branco. Tira-se uma tampa da abóbora e coloca-se no forno para assá-la inteira, deixando-a aquecida até a hora de colocar a preparação em seu interior e servir. Empanadas de pino: são as tradicionais, recheadas com carne moída refogada com cebola picada, misturada a ovos cozidos duros em pedacinhos e azeitonas verdes. São assadas ou fritas. 
 
 
Chupe de mariscos: esse prato é feito com camarões, mexilhões e a carne de caranguejo cozidos, em meio a um creme preparado com migalhas de pão branco dissolvidas no leite e temperado com pimenta. Vai muito bem com um vinho da uva sauvignon blanc. Pastel de jaiva: é preparado com carne de caranguejo (jaiva) desfiada e refogada com cebola e pimenta. Agregam-se vinho branco, pão dormido ralado e leite. Cobre-se com creme de leite e queijo parmesão, levando-se ao forno até gratinar.
 
 
Cazuela: uma comida comparável – em popularidade – ao nosso feijão com arroz. É uma sopa, uma espécie de canja feita com abóbora, milho, batata, cenoura e arroz. Deve levar peixe ou carne de boi ou de galinha. Charquicán: é feito com carne seca (charque) desfiada, cebola picada, batatas, cenoura e abóbora em cubos, ervilhas, milho em grãos, alho picado, tomates em cubinhos, feijão cozido, pimentão em tiras, ovos duros ralados, caldo de carne, páprica, orégano, pimenta, cominho e sal. 
 
 
Salmón (salmão): é preparado de diversas formas, mas o filé grelhado, com molho de manteiga e hongos (cogumelos), é imbatível. Pode vir acompanhado com batatas salteadas ou um arroz branco. Encontra-se ele também defumado, que devidamente fatiado como um carpaccio, servido como uma entradinha, é “tudo de bom”!
 
 
Trucha (truta): também é servida de diversas maneiras. Pode-se saboreá-la fresca, inteira, assada no forno com manteiga e batatas. Ou em filé, grelhado e com molho de manteiga e alcaparras. Ou defumada, em patê ou terrine.
 
 
Centolla: este imenso caranguejo pode já vir para a mesa cozido e desmontado, para aqueles que não têm paciência para ficar quebrando a casca e chupando a carne do interior das patas e tudo o mais... Ou cozida em molho de tomate, salsinha, cebolinha, limão e pimenta, bem picante!
 
 
Mariscos: são inúmeras as espécies, tipos e formas. Ao se visitar os mercados municipais ficamos assombrados com tanta variedade, todos frescos, com aquele aroma delicioso de mar. São as machas (nosso sururu), os ostiones (nossas vieiras), os piures, os picorotos e muitos mais. Pescados também são os mais diversos: o congrio, a nossa conhecida merluza, a reineta, o sierra, a albacora, dentre outros. 
 
 
Cordero patagónico: tradicionalmente ele é assado inteiro, aberto no meio, no fogo de chão. Entretanto, suas costelinhas grelhadas fazem sucesso, preparadas na frigideira! E um guisado, isto é, cubos de sua carne cozidos num bom molho, com batatas e cenouras, além do tempero verde, da cebola, do alho e da pimenta, também é uma maneira de apreciá-lo.
 
 
Com as carnes de caças muitas iguarias são preparadas e oferecidas. Dentre elas podemos citar o javali, que é permitido caçar durante um período do ano em alguns locais e com o devido controle, de modo a equilibrar o crescimento do número destes animais. A carne é muito parecida com a do porco e as receitas também. Já o cervo, da família que abrange também os veados e alces, tem sabor bem característico, forte, a qual deve ser bem temperada para equilibrá-lo.
 
 
Agora vamos às sobremesas. Uma das típicas da região denomina-se “kunchen”. De origem alemã, trazida pelos imigrantes que aportaram na região, é um pouco bolo um pouco torta. Os recheios são feitos com compotas de frutas, como pêssegos, cerejas, morangos, ameixas, etc. Sem deixar de citar os chocolates (brancos, ao leite, amargos, com frutas, com castanhas, qualquer um...) e os sorvetes que, apesar do clima normalmente frio, são consumidos o ano todo. Os caseiros, que utilizam doce de leite, chocolate, amêndoas, avelãs, além da frutas, são imperdíveis!
 
 
E, para terminar, falemos dos vinhos e das cervejas artesanales. A Patagônia possui bons produtores de vinho. Entre eles, podemos citar a “Bodega del Fin del Mundo”, localizada na província de Neuquén, na Argentina, a qual disponibiliza ótimos rótulos com as uvas malbec, viogner e outras mais. As cervejas também são várias, dentre elas as produzidas na cidade chilena de Valdívia, da marca Kunstmann, que oferece as do tipo lager, torobayo, bock, e até uma com mel (miel).
 
 
Quando vocês também estiverem na Patagônia, irão poder confirmar as imagens e as “dicas” que estão aqui. Buen provecho e hasta lá próxima!
 

 

 

 

 

Cristina Ramos

03/04/2012
17h13

Mais um belo e delicioso ARTIGO...muito bem escrito, por sinal!!! parabéns...BBBBJJJSSSS


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ROBERTA CONDE

04/04/2012
10h28

TEXTO MARAVILHOSO!!! COMIDAS DE DAR ÁGUA NA BOCA!!!! PARABÉNS!!!!CONTINUE ESCREVENDO PARA NOSSO DELEITE.


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Lenize

26/04/2012
12h17

Mário, Mais um belíssimo artigo que nos leva a viajar junto! Parabéns!


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Margareth

08/05/2012
12h29

De dar água na boca, che Mario. Parabéns.


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