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Gastronomia

Histórico

 

 

03/10/2011

La bellissima Toscana

 

 

 
Eu e minha esposa tivemos a oportunidade, neste mês de setembro, de visitar a Itália, mais precisamente a Toscana, uma das “comunas” daquele país que, fazendo uma comparação com o Brasil, seria um de seus estados. Passamos ótimos quinze dias rodando, de carro, pelo interior daquela região, quando pudemos comprovar tudo aquilo que havíamos lido e visto em filmes: ela é realmente belíssima!
 
Os cenários são deslumbrantes: plantações de uvas, de azeitonas (olivas), de milho (as futuras polentas!), de girassóis. Cada centímetro quadrado de terra é aproveitado, seja com a agricultura seja com florestas nativas. As casas das fazendas têm como características suas construções com blocos de pedras e as estradas de acesso, cercadas por ciprestes, são um “cartão postal” local.
 
 
As cidades do interior são, em sua grande maioria, pequenas e de origem medieval, com sua igreja e suas casas também erguidas com a utilização de pedras, seus telhados cobertos com telhas de cerâmica e a pavimentação de suas ruas estreitas, as que não estão ainda cobertas com asfalto, também foram feitas com pedras.
 
 
Como não poderia ser diferente, a gastronomia foi um dos nossos focos, já que, durante as pesquisas e planejamento que fizemos antes de viajar, identificamos muitas opções de produtos, preparações, vinhos e azeites dali e que deveriam ser experimentados.
 
Vamos começar pelos hábitos alimentares dos italianos, de uma maneira geral, e não só dos toscanos. Eles começam o dia com a prima colazione, o café da manhã: café, leite, cereais, iogurte, pão, corneto (croissant), manteiga, geléia, biscoitos. Muitos italianos tomam seus cafés da manhã nas cafeterias, na rua, normalmente um cappuccino (café “espresso”, tirado na máquina, na pressão, e leite aquecido usando o vapor, na mesma máquina, com um pouco de chocolate em pó, por cima) e um corneto.
 
 
O almoço (pranzo) ou o jantar (cena) geralmente começam com um aperitivo (aperitivi), ou seja, uma bebida mais ou menos alcoólica. Este aperitivo pode ser uma bebida comercial pronta, ou algum suco de fruta diluído com água ou simplesmente uma taça de espumante (por exemplo, um prosecco).  
 
 
Em seguida servem-se os antepastos (antipasti): diferentes tipos de embutidos (salames e mortadelas), ou uma bruschetta, que vem a ser uma fatia de pão grelhada coberta com azeite e tomates frescos cortados em cubos, ou crostini, também pão fatiado levemente torrado e coberto com pasta de fígado de frango ou com cogumelos (funghi) fatiados com mozzarela derretida por cima ou, ainda, uma pasta de azeitonas. Pode ser, também, uma fatia de melão acompanhada por uma de prosciutto crudo, por que não? Ou a sopa do dia (zuppa del giorno), que pode ser de legumes cozidos num caldo de carne ou de galinha (minestrone), sempre acompanhada de pão e azeite.
 
 
 
Após o antepasto é a vez do primo piatto, o primeiro prato. É sempre uma massa ou um risotto, que pode ser um simples espaguete com molho de tomate perfumado com folhas de manjericão fresco ou preparações mais elaboradas, como um ragu, aquele molho espesso feito com tomates, cebolas, alho, azeite e uma carne bem picada, bovina (manzo) ou suína (maiale), ou de ave, como pato (anatra) ou galinha (pollo). Os risotti são preparados unicamente com arroz arborio ou carnaroli, os mais adequados devido a sua alta quantidade de amido, o que lhes confere a cremosidade própria. Podem ser adicionados diversas opções, como funghi, carciofi (alcachofras), salsiccia (lingüiça), frutos do mar, etc. 
 
 
Depois do primo é servido o secondo, que é um prato de carne ou peixe sempre acompanhado de legumes ou uma salada. São utilizados, além do boi e do porco, o carneiro (montone), o javali (cinghiale) e a lebre (lepre), assim como seus miúdos. Dentre os secondi que provei, gostei muito do “saltimboca alla romana”, que são escalopes de vitela cobertos com folhas de sálvia e uma fatia de prosciutto crudo (presunto cru) fritos no azeite e as “trippa alla fiorentina”, a nossa tradicional “dobradinha”, só que cozida num molho delicioso de tomates. Normalmente os secondi são acompanhados pelos “contorni”, geralmente legumes ou verduras da estação refogados ou cozidos ou, então, uma salada verde.
 
 
Após o secondo pode ser servido um prato de “formaggio” (queijos), com fatias das diversas qualidades e tipos fabricados por lá (gorgonzola, pecorino, mozzarela e muitos outros). Depois dos queijos pode ser uma fruta e, depois da fruta, “il dulci”, ou seja, as sobremesas como, por exemplo, um “tiramisù”, doce preparado com camadas de biscoitos champanhe embebidos em café forte misturado a um pouco de vinho marsala, queijo mascarpone, típico da Itália e bem cremoso, tudo coberto com chocolate em pó. 
 
 
Para encerrar a refeição, um café espresso e um digestivo, que pode ser uma “grappa”, aguardente destilada da uva, ou um licor, como o “limoncello”, preparado com as cascas do limão local.
 
 
Faltou falar dos vinhos, claro! A Toscana é a região onde são produzidos, com suas exclusivas uvas “sangiovese”, os “Chianti”, além dos famosos “Brunello di Montalcino”, dos “Rosso di Montalcino” e dos “Montepulciano”, todos sob um rigoroso controle de qualidade por parte do governo e da associação de produtores, os quais recebem o selo DOCG (Denominação de Origem Controlada Garantida). Alguns vinhos modernos, que utilizam também uvas de origem francesa, como a cabernet sauvignon e a merlot, são denominados de “supertoscanos”, os quais tem também “superpreços”!
 
 
Não posso deixar de citar o “Vin Santo”, um vinho de sobremesa preparado com as uvas deixadas secar ao sol até quase se transformarem em uvas passas. Ele é servido acompanhado de uns biscoitinhos denominados “cantuccini”, recheados com amêndoas. A tradição é mergulhar parte do biscoito na taça de vinho, embebendo-o e, só então, saboreá-lo.
 
 
Sobre a gastronomia da Itália, e mais especificamente a da Toscana, poderia escrever páginas e mais páginas, tamanha a sua riqueza. As massas, por exemplo, podem ser frescas ou secas, curtas ou longas, recheadas ou não. Os molhos podem ser com tomates ou com creme ou com manteiga. O alho e a cebola sempre estão presentes como temperos, junto com o sal e a pimenta. Os legumes e verduras, bem como as frutas, também são consumidos todos os dias e, na maioria das famílias, eles são comprados para a utilização naquele dia, quer dizer, sempre são frescos. A polenta também é preparada na Toscana, entretanto só durante o inverno, já que é um prato que aquece muito o organismo.
 
Visitar uma feira livre ou um mercado é, para os amantes da gastronomia, um programa espetacular, tanto para os olhos, como para o olfato e a imaginação, se colocamos a cabeça para pensar o que seria possível preparar, tal a quantidade de cores e aromas vindos das frutas, legumes, verduras, temperos, embutidos, peixes, bolos, pães e tudo o mais exposto ali.
 
 
Muitos outros detalhes podem ser observados lá. Por exemplo: segundo os italianos, NÃO se toma um cappuccino após o almoço, somente pela manhã! E uma pizza deve ser saboreada individualmente: cada um pede e come a sua, não se divide, como aqui. Que tal umas flores de abobrinha recheadas com ricota, passadas no ovo e na farinha de rosca, ou seja, à milanesa, e depois fritas? 
 
Tudo isto é parte da tradição toscana e viver e poder participar de um pouquinho desta realidade deles é um presente de aniversário para qualquer um. Nós ganhamos o nosso! Até a próxima!
 

 

 

 

 

Roberta Conde

05/10/2011
05h02

adorei a matéria!!!!! que delícia!!!!!! dá vontade de arrumar as malas e seguir para lá! Parabéns!!!!!! Desejo sucesso!!!!!


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Silvia

05/10/2011
09h58

A cada artigo surpreendo me positivamente positivamente e fico com agua na boca só de imaginar saboreando as iguarias selecionadas. Algum dia as prepararei na minha cozinha. Parabens pelo belo e rico Artigo


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Cynthia Silva

07/10/2011
07h27

Que viagem, que fotos, que bom degustar virtualmente a boa gastronomia, por meio dos seus textos!!!


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Lenize

08/10/2011
12h26

Resumo fantástico dos espetaculares artigos sobre a Toscana. As fotos dão água na boca e as dicas já estão sendo incorporadas ao meu roteiro. Mais uma vez, parabéns pela viagem e pelos artigos.


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Fabricio Costa

24/10/2011
08h20

Grande Mário, como sempre muito feliz na escolha do destino e artigos no site. PARABÉNS !!!!


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