GERAL POLÍTICA POLÍCIA TURISMO CULTURA AGRONEGÓCIO ESPORTE SAÚDE CLASSIFICADOS EVENTOS GUIA COMERCIAL
BUSCA   
ESCOLHA SUA CIDADE 21 DE JANEIRO DE 2017

 

Gastronomia

Histórico

 

 

02/06/2011

Gastronomia junina

 

 

 
A tradição das festas juninas no Brasil vem do tempo do império, que trouxe da França as danças, os costumes e as tradições daquele país. A quadrilha brasileira tem o seu nome emprestado de uma dança de salão francesa para quatro pares, a "quadrille", em voga no início do século XIX. A "quadrille" veio para o Brasil seguindo o interesse da classe média e das elites portuguesas e brasileiras da época por tudo que fosse a última moda de Paris e se tornou uma dança própria dos festejos juninos, principalmente no Nordeste. 
 
Os participantes da quadrilha, vestidos de matuto ou à caipira, executam diversas evoluções em pares de número variável. Em geral o par que abre o grupo é um "noivo" e uma "noiva", já que a quadrilha pode encenar um casamento fictício, cujo “pai da noiva”, armado com uma espingarda, é quem obriga-os a assumir o matrimônio . 
 
 
As festas juninas brasileiras são bem típicas da nossa região nordeste. Por ser árida, os nordestinos agradecem anualmente a São João, mas também a São Pedro, pelas chuvas caídas nas lavouras. Em razão da época propícia para a colheita do milho, as comidas feitas de milho integram a tradição, como a canjica, que leva também leite, côco ralado, açúcar e amendoim, e a pamonha, que pode ser preparada salgada ou doce, simples ou recheada com queijo ou linguiça.
 
 
Também são comidas tícas das festas juninas o cuscus de tapioca, em cuja receita mistura-se tapioca, açúcar, água ou leite e côco ralado e que, se ao servir cobrí-lo com leite condensado, fica demais! Não pode faltar, ainda, o arroz doce, cozido no leite com açúcar e canela em pau e servido com canela em pó polvilhada em sua superfície. Alguns utilizam o arroz arbóreo, aquele próprio para risotos e que traz um resultado fantástico! Como podemos observar, tradicionalmente as festas juninas são marcadas pelas receitas doces.
 
 
Na região sul do país também se comemora São João e São Pedro. Uma das iguarias próprias servidas durante os festejos é o Bolo de Pinhão. Ele é preparado com as sementes da araucária, a árvore símbolo dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e que, depois de cozidas, descascadas e trituradas, são misturadas à massa antes de ir ao forno. Mas insuperável, mesmo, em qualquer festa junina que se preze, é o Bolo de Fubá. Tradicional, principalmente em Minas Gerais, ele é feito com o “fubá de munho dágua”, quer dizer, moido na pedra, cuja roda gira impulsionada pelo movimento de um córrego e que deixa-o mais grosso que os produzidos indusrialmente.
 
 
Mais doces fazem parte das barraquinhas que normalmente são armadas nas ruas ou nos pátios de escolas e clubes: o pé-de-moleque, feito com amendoim torrado e moido misturado à rapadura, cozido em panela grossa até dar o ponto e depois espalhado em superfície fria de pedra lisa, para então ser cortado em pedaços. E as cocadas, que, além, obviamente, de serem preparadas com açúcar e côco ralado, hoje em dia se modernizaram e podem ser feitas e saborizadas, também, com abóbora, maracujá e até com chocolate!
 
 
Como na época das festas juninas as temperaturas estão baixas, nada melhor, para animá-las e esquentá-las, que servir duas bebidas tradicionais. Uma dela é o quentão, preparado cozinhando-se, na cachaça, gengibre picado, canela em pau, cravo-da-Índia e suco de limão e que, claro, deve ser mantido e servido quente. E o vinho quente: aqueça vinho tinto, coloque nele alguns pedaços de cascas de laranja e de limão, canela em pau e cravo-da-Índia. Mas beba com moderação e, se dirigir, não beba!
 
 
 
Além de toda a diversão proporcionada pelas danças e pela música, é também durante as festas juninas que são muito utilizados os fogos de artifício, as fogueiras e os balões. Tudo é alegria e eles ajudam a colorir o céu e os ambientes onde são realizadas as festividades. Porém todo cuidado é pouco e não custa recordar: soltar balões é proibido por lei, pois vários incêndios já foram provocados por esta prática, levando prejuizo e ferimentos a muitas pessoas. Para utilizar os fogos de artifício, há que se tomar os devidos cuidados, principalmente perto de crianças, já que podem causar acidentes e queimaduras. E as fogueiras: elas são lindas, mas preparem-as longe das edificações, pois o vento poderá levar faíscas e também ocasionar dificuldades.
 
 
Até a próxima!
Anarriê! Alavantour!
 

 

 

 

 

Máira

03/06/2011
08h48

Festa Junina é tudo de bom! Adorei o artigo.


Reportar abuso

Cristina Ramos

03/06/2011
09h55

Artigo mais que delicioso!!!!!!!!!!!Os quitutes juninos são maravilhosos e, extremamente, apetitosos...Huuummm!!! Gostei muito tb de uma viagem à História, com o início das tradições juninas!!! Parabéns e vamos participar das atividades culturais juninas e julinas, aí em DOMINGOS MARTINS!!!!!!!!!! BBBJJJSSS


Reportar abuso

REGINA SENNA

03/06/2011
10h10

A D O R E I ! Que tal fazermos um chá dominical com quitutes juninos? Hummmmmm


Reportar abuso

 

 
2016 (1)
 

Maio (1)

 

 

» Sem tempero não dá!...

2015 (4)
2014 (3)
2013 (6)
2012 (12)
2011 (12)
2010 (15)

 





GERAL POLÍTICA POLÍCIA TURISMO CULTURA AGRONEGÓCIO ESPORTE SAÚDE CLASSIFICADOS EVENTOS GUIA COMERCIAL
BUSCA   
Termo de Uso | Política de Privacidade | Anúncios Publicitários | Contatos

© 2009 Montanhas Capixabas - Todos os direitos reservados