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Gastronomia

Histórico

 

 

10/03/2011

Carnaval gastronômico em Buenos Aires

 

 

 

Este ano resolvemos “fugir” do carnaval, viajando para a capital portenha (lá eles escrevem porteña, com ene e til). E, como destino gastronômico, a cidade tem muitas atrações. A qualidade das carnes que eles servem em suas parrillas, que é como denominam suas churrascarias, não se discute. Os asados (churrascos) são preparados de uma maneira diferente da nossa, já que usam a lenha, na maioria das vezes, e não o carvão e ficam sobre uma grelha confeccionada com perfis em forma de cantoneira que impedem que os sucos e a gordura excessiva que escorrem das carnes que estão assando caírem sobre o fogo, fazendo aquela fumaceira... Ou pode ser, ainda, com um asador criollo, onde as brasas ficam no chão e as carnes espetadas ao redor dele.

 

 

 

Se quisermos escolher os cortes nos cardápios argentinos, vejamos: um bife de lomo corresponde ao nosso filé mignon; um bife de chorizo é o nosso filé de lombo, também chamado de contra-filé; asado de tira é um corte da costela no sentido horizontal e que por aqui não usamos; bife ancho é tirado da ponta do contra-filé, e muito outros mais, como o ojo de bife (tirado do centro do contra-filé) ou a colita de cuadril (maminha). Interessante é que pede-se a carne e os acompanhamentos em separado: as tradicionais, imensas e magníficas papas (batatas) fritas, ou uma ensalada (salada), por exemplo. E você pode pedir sua carne jugosa (sangrando...), al punto (ao ponto)ou cocida (mais passada, o que, a meu ver, é um pecado...).

 

 

 

A imigração italiana para a Argentina deixou-lhe muitas tradições culinárias, pois é possível encontrar e saborear diversas massas caseiras servidas com os mais diversos molhos. Não posso deixar de registrar algo sobre as pizzas. Conforme informações, nossos hermanos são os segundos maiores consumidores mundiais das redondas, somente perdendo para os italianos, óbvio... A característica é que a pizza argentina pode ter massa grossa ou fina, mas tem que ser coberta por MUITO queijo, que tem que derreter e, de preferência, escorrer pela borda. E, como complementos, podem ser usados salames, lingüiças, vegetais ou frutos do mar: a escolha é sua! Como tira-gostos são muito pedidas as picadas, táboas com um sortimento de queijos e frios, azeitonas verde e pretas, pickles e torradas.
 

 

 

As empanadas são um capítulo à parte. As mais tradicionais, recheadas com carne picada refogada com cebola, misturadas a uvas passas, azeitonas e ovos cozidos, assadas na hora, são normalmente oferecidas como entradas, antes do almoço ou do jantar. Mas também vão muito bem como um lanchinho da tarde ou mesmo um tira-gosto acompanhando com uma cervejinha bem gelada, neste verão. Outros sabores usuais: pollo (frango) desfiado, presunto e queijo, cebola, queijo e tomate.

 

 

 

A palavra de ordem nesta ida à Buenos Aires foi bodegones. Descobri, navegando na internet, um site de um escritor italiano radicado lá há 14 anos, chamado Pietro Sorba (www.bodegonesdebuenosaires.blogspot.com), que escreveu quatro livros sobre a gastronomia portenha. Um deles, que trata do tema, me despertou curiosidade e comprei os quatro títulos. Ele define o que é um bodegon e, pelo que entendi, é uma casa de comidas onde vai a família argentina, onde os amigos se reunem para conversar e tomar um vermuth com soda, além de saborear as delícias da culinária que os italianos e, também, os espanhóis, levaram para lá. No livro ele descreve 35 dos, talvez, milhares existentes, com mapas para se chegar, bem como outras informações e recomendações. Um verdadeiro “guia”!
 

 

 

Resolvemos conhecer ao vivo e a cores e fomos a três delas: Guijon, La Maroma e Miramar. Na primeira saboreamos um delicioso bife de lomo e um bife de chorizo impecáveis; na segunda uns gnocchi aos quatro quesos (queijos) e um vacio, equivalente a nossa fraldinha e, na última, uma tortilla espanhola e um “rabo de toro”, nada mais nada menos que uma rabada cozida no vinho tinto, com batatas e um molho espetacular. Vale ressaltar que, em algumas, os serviços não são nota dez, nem sempre os(as) atendentes estão muito bem humorados(as)... Fazer o quê? Também as cartas de vinhos não são as mais completas, mas o “clima” do lugar é bem “família” e, normalmente, os preços, não são altos.

 

 

 

Conclusão: fazer as refeições nos bodegones é uma forma muito interessante de se conhecer a cultura destes nossos vizinhos. É uma maneira de participar da vida e do dia-a-dia da cidade, de verificar e saborear suas tradições gastronômicas e de sair um pouco da rotina das parrilladas quando se visita aquele país. Nada contra os asados, muito pelo contrário: ir a Buenos Aires e não se deliciar com pelo menos um, acho que, além de um desperdício, é uma perda de uma oportunidade irresistível!

 
Para finalizar, podemos dizer que todas estas experiências gustativas não estariam completas se não fossem acompanhadas de bons vinhos, o que lá é extremamente fácil: os da uva malbec, ícones, e quase todos os tintos e brancos produzidos no país, podemos tomar sem susto. Seus preços, por terem uma carga tributária adequada, são extremamente atraentes. Boas cervejas também são muito consumidas. Além das tradicionais, como a Quilmes, muitas artesanais estão fazendo parte dos cardápios dos bares e restaurantes e valem à pena, para quem é apreciador, experimentar.
 
 

 

Então, como eles dizem: buen provecho!

 

 

 

 

 

Máira

13/03/2011
11h42

Meu próximo destino: Buenos Aires com certeza!


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Carlos Roberto (Bebeto)

14/03/2011
07h32

Mario cada vez melhor em suas explorações e dicas turístico -gastronômicas. Muito legal!


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Margareth

16/03/2011
13h16

Parabéns por mais uma matéria que nos leva a uma viagem gastronômica.


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Lenize e Ricardo

22/03/2011
13h02

Mário, já coloquei as dicas no meu roteiro. Parabéns!


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