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Gastronomia

Histórico

 

 

05/02/2011

Gastronomia chilena

 

 

 
Tivemos a oportunidade de visitar o Chile, ou melhor, sua capital, Santiago, e duas cidades costeiras, Viña Del Mar (pronuncia-se “Vinha Del Mar”) e Valparaíso, nesta “virada” do ano. E aproveitamos para realizar algumas experiências gastronômicas, as quais descrevo a seguir.
 
O país, com 4.000 km de extensão de costa marítima, banhado pelas águas geladas do Oceano Pacífico, produz uma variedade imensa de pescados e de frutos do mar com os quais os chilenos preparam pratos saborosos e fartos. Como lá temos a certeza que as matérias primas utilizadas são fresquíssimas, principalmente em se tratando de mariscos e moluscos, não corremos o risco de ingerir algo que venha a se transformar num pesadelo, ou seja, numa intoxicação alimentar ou coisa do gênero, que poderá por a perder qualquer plano ou programa idealizado para “curtir” o passeio ao país.
 
Vamos começar por uma visita ao Mercado Central de Santiago, onde iremos encontrar TODAS as espécies de peixes e frutos do mar, além de frutas e legumes, bem como restaurantes, lojas de souvenires, etc.
 
 
O aroma de peixe fresco é convidativo e nos induz a procurar, depois de uma andança por entre as barracas, um dos vários restaurantes instalados em seu interior, para saborear, junto com turistas e com os “locais”, um prato da culinária típica chilena. As opções são várias e para todos os bolsos. O Donde Augusto, por exemplo, é mais requintado e, consequentemente, mais caro. Naquele que almocei, a Marisqueria San Antonio, bem simples, porém limpa e bem servida, é uma dos diversas frequentadas pelos moradores da cidade, que sabem muito bem onde podem encontrar uma boa comida com preços adequados. Pedimos uma centolla, aquele caranguejo gigante (que nas mesas “chics” do Mercado custa R$200,00, pagamos R$100,00 por um igualzinho) devidamente destrinchado pelo garçon em nossa mesa, além de um filé de peixe (congrio) frito com papas (batatas). 
 
 
Pedimos, também, um pastel de jaiba (pronuncia-se “raiba”), que é parecido com o nosso “escondidinho”, mas a massa é preparada com milho e o recheio é de carne de caranguejo desfiada. Todos deliciosos! E “regados” a cerveja “Escudo”, bem gelada! 
 
 
Aproveitamos um dia de sol para visitarmos o Pueblito Los Dominicos. Trata-se de uma vila, com suas construções em estilo rústico, onde é possível comprar diversos produtos do artesanato local. São jóias, muitas com lápis-lázuli, uma rocha ornamental, de cor azul, somente encontrada no Chile e no Afeganistão, com a qual eles confeccionam anéis, colares, brincos, etc. Também estão lá disponíveis objetos de madeira, de cobre, palha, roupas, tecidos típicos e muito mais.  Neste dia em que estivemos lá, até uma pequena feira, com pescados e frutos do mar, estava funcionando. Era possível, inclusive, saborear ostras frescas no local: o atendente as abria ali, na hora, espremia um limão sobre elas e... Foi nesta vila que saboreei uma autêntica empanada chilena, quentinha, assada na hora, muito bem recheada com carne moída bem temperada, azeitona, ovos cozidos picados e cebola. E, debaixo do calor bem “tropical” que estava fazendo, acompanhamos com uma latinha da cerveja Cristal geladinha!
 
 
Uma curiosidade local que saboreamos denomina-se “Barros Luco”. É o sobrenome de um ex-presidente da República do Chile que, sempre que estava com fome e sem muito tempo, pedia ao restaurante do Congresso que preparassem um sanduiche de carne assada ou frita cortada em tirinhas e cobertas com queijo derretido, dentro de um pão de hambúrguer. No mesmo local onde experimentamos este, pedimos também um “bife a lo pobre”, nada mais nada menos que um belo e suculento bife acompanhado de batatas e cebola fritas, com um (ou dois, depende de cada um) ovo estrelado por cima.
 
 
Na visita que fizemos ao bairro Bella Vista, onde há o Pátio de mesmo nome e que é uma área fechada onde estão diversos restaurantes, cafeterias e lojinhas de artesanatos. Em seus arredores existem alguns bares e restaurantes sendo que o Garlindo é simples e badalado, bom para um chopp e um tira-gosto em suas mesinhas externas. Foi o que fizemos: pedimos machas a parmegiana (é um molusco servido dentro da concha, assado com queijo parmesão por cima) e cervejas Kunstmann, marca de chilenas artesanais, sendo uma tipo Torobayo, escura e densa como uma irlandesa, e uma tipo lager.
 
 
Como não poderia deixar de ser, provamos um belo filé de salmão grelhado, servido com papas fritas. O Chile é um dos maiores produtores deste pescado, pois suas águas frias do mar e dos rios que nele desembocam no sul do país, tornam estas condições a mais favorável para sua criação em cativeiro, em fazendas especialmente preparadas para isto. Os salmões chilenos são exportados para o mundo inteiro e durante o ano todo! 
 
 
Parte importante da gastronomia chilena trata dos vinhos. São muitas vinícolas, muitos rótulos e muitas uvas que, produzidas por várias empresas de renome internacional, levam aos consumidores, dos mais simples aos mais exigentes, qualidade e sabores inigualáveis! São tantos brancos, tintos, rosés e espumantes que tornam a escolha muito difícil! Sem deixar de mencionar os preços, já que a carga tributária local é baixa e estimula a prática de não elevá-los, permitindo o acesso a todas as classes de apreciadores da bebida. A uva emblemática é a Carmenére, com a qual eles fabricam tintos saborosíssimos. Também muito difundida é outra bebida derivada do suco da uva, o destilado denominado Pisco. Pode ser bebido puro ou como um aperitivo oferecido em todos os bares e restaurantes, o “Pisco Sour”, mistura da aguardente com suco de limão e clara de ovo, servido frio e sem gelo.
 
 
Poderia me estender muito, ainda, sobre o tema. Citaria as cazuelas, isto é, ensopados de carne bovina ou de frango com legumes preparados e servidos em caçarolinhas de cerâmica, ou o Pastel de Choclo, preparado com grãos de milho triturados e cozidos, ovos, manteiga sal e açúcar (é isto mesmo, açúcar!), que formam uma massa para cobrir frango desfiado bem temperado e refogado.
 
 

 
Além destes, tenho que provar muitos frutos do mar, diferentes de todos que conhecemos por aqui. Os nomes? Locos, pirorocos, piure... E outros já nosso conhecidos, como vôngoles, vieiras, sururus, ostras, polvos e lulas! Mas isso vai ficar para outra ocasião, outro artigo e, o melhor de tudo, para outra viagem. Até lá!
 

 

 

 

 

Cristina Ramos

08/02/2011
08h28

Amei o texto e, estou orgulhosa de seu desempenho na escrita!!!!!! Perfeito, sem um "senão"... Quem sabe...não poderei fazer parte da próxima viagem!!!!!!! BBBBJJJJSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS


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Evandro Albani

09/02/2011
12h35

Mario, fiquei até com saudade do Mercado Central de Santiago. Nunca me senti tão concorrido quanto lá. A gente vai passando e vem uns dez chilenos tentando te puxar para o restaurante deles... é até engraçado. Pisco sour para todos!


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