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Gastronomia

Histórico

 

 

20/09/2010

A gastronomia mineira, uai!

 

 

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Nossos vizinhos mineiros, além de “invadir” as praias do nosso Espírito Santo durante os meses de férias, também trazem e nos deixam como herança as deliciosas preparações oriundas de sua tradição culinária, seja ela da cozinha tropeira, seja aquela praticada nas fazendas centenárias que até os dias atuais preservam suas características próprias.
 
A gastronomia mineira tem uma fabulosa diversidade, sendo que, principalmente, se baseia na carne suína, no frango, na mandioca, no milho, no feijão e em algumas outras espécies vegetais quase que exclusivas das Minas Gerais, como, por exemplo, o “ora-pro-nóbis”, porém sem nos esquecer da couve e do quiabo.
 
Podemos iniciar nossa viagem gastronômica pelo café-da-manhã, com um café preto fresquinho, passado pelo coador de pano, acompanhado de pães de queijo assados na hora e, ainda, umas broas de fubá, um requeijão ou um “queijo-de-minas”.
 
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Na hora do almoço a conversa é outra: podemos escolher entre um franguinho caipira ensopado com o citado já “ora-pro-nóbis” ou com quiabo, ou uma galinha preparada ao molho pardo, servida ao lado de uma polenta de fubá grosso, ou, então, um tutu à mineira, com rodelas de lingüiça caseira frita, ovos cozidos e couve também à mineira, ou seja, fatiada fininha e refogada na gordura de porco com sal e alho picado. Antes de tudo, porém, uns pedacinhos de torresmo, bem sequinhos e crocantes, acompanhados de uma cachacinha, só para abrir o apetite. 
 
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E, para fechar com chave de ouro esta refeição, uma farta colherada de um dos vários doces em compota ou em pasta, preparados em tachos de cobre com as frutas da estação, cozidos e mexidos por horas em um fogão à lenha, servidos com a companhia de uma fatia de queijo-de-minas, que fazem um casamento perfeito. Para quem gosta ainda tem um cafezinho, que pode ser adoçado com rapadura, por que não? Ou, quem sabe, um licorzinho caseiro, de jabuticaba, pequi ou figo do quintal?
 
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Poucas horas depois é servido o café da tarde: novamente um bule de café preto passado na hora, bolo de fubá, pão de queijo, biscoito de polvilho, queijo de minas curado ou fresco, geléias caseiras e outras “quitandas”, que é como eles denominam quaisquer tipos de bolos e biscoitos.
 
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Mais um tempo e é chegado o momento do jantar: fazer o quê? Antes de começar, uma pequena dose daquela cachaça especial, que está envelhecendo no barril de madeira em cima da prateleira e que só é oferecida para aqueles amigos mais próximos...
 
Pode ser servido um leitão à “pururuca”, assado e que fica com a pele crocante devido a uma técnica própria de despejar óleo superquente sobre a mesma até “pururucar”, quer dizer, até arrepiar e tostar sem queimar; ou, então, um lombinho de porco à mineira, temperado no vinha d’alhos e assado na panela de ferro até ficar bem macio, acompanhado do molho que se formou no fundo, servido com arroz branco e uma farofa. Pode ser, também, um “bambá” de couve, que é a couve “rasgada” com as mãos e não cortada com a faca, refogada e cozida com fatias de lingüiça de porco caseira e fubá de milho; ou, ainda, uma “vaca atolada”, cozido de costelas de boi e pedaços de mandioca, caldo grosso bom para “aquecer a alma”. Talvez seja um “péla-égua”, outro caldão grosso, preparado com costelinha de porco e canjiquinha.
 
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E, com certeza, para encerrar, surgirão novamente umas belíssimas compoteiras de cristal, herança dos avós, contendo alguns exemplares de doces caseiros, repetindo os do almoço ou outros feitos com outras frutas, como a goiaba em forma de orelhas, de mamão ralado, de laranja-da-terra, de abóbora, de banana... Não podemos nos esquecer do doce de leite nem do pudim de queijo, também especialidades mineiras!
 
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Agora, depois destas iguarias terem sido devidamente degustadas, só resta uma boa prosa, com certeza acompanhada de, mais uma vez, um café fresquinho e um cálice de licor. Quem sabe numa varanda, confortavelmente instalados em cadeiras de balanço, que são para, além de tudo, alimentar o espírito com os “causos” que serão contados e recontados, até a hora de ir para casa dormir e preparar-se para outro dia de uma gastronomia peculiar e muito especial que só os mineiros sabem preparar...
 

 

 

 

 

Martha E. Ferreira

20/09/2010
17h20

Comentar? vou é correr prá cozinha e jantar. O seu artigo dá fome! Um abração


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Luciana S. Lima

20/09/2010
17h41

Uma delícia!!!!!!! Precisamos nos sentar na sua varanda para contar uns "causus". Abs


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Cristina Ramos

21/09/2010
07h55

Maravilhoso e suculento artigo!!!Faz-nos ter vontade de embarcar de "trem bão", diretamente, p/ Minas Gerais... bbbjjjsssssssssssss


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Silvia

21/09/2010
08h19

Um verdadeiro Tradado! Parabens.


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Margareth Cunha

21/09/2010
08h27

Que artigo delicioso!! Não só a materia, mas a ilustração, só fazem abrir o nosso apetite. Parabéns!!!!


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Evandro Albani

21/09/2010
10h03

Mario, ler este artigo na hora do almoço é até covardia. Parabéns pelo texto e pelo sucesso!


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carlos sã pinto

25/09/2010
09h42

Parabéns, estamos com água na boca. Você ficou muito simpático, com este bigodão grisalho e esta roupinha branca. só faltou o chapelão. Abraços, Sá Pinto


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