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Gastronomia

Histórico

 

 

26/05/2015

Comida de rua

 

 



Minha fonte de inspiração para escrever sobre este assunto veio enquanto comia um pastel “de vento” numa feira de rua! Degustando um de palmito, fiquei lembrando quantas opções nós temos para aproveitar a gastronomia que encontramos nas barraquinhas, carrinhos, cestinhas, traillers e afins! 

Os sabores tradicionais dos recheios dos pastéis são os de carne moída, de frango desfiado, de queijo e o de palmito... E, se quiser e gostar, peça à moça da barraquinha para colocar salada de repolho ralado e vinagrete dentro dele e acompanhe tudo com um caldo de cana, tirado na hora, pingado (eles acrescentam algumas gotas de limão...) ou não.

Para competir com estes pastéis, só mesmo o churrasquinho! Podemos escolher os espetinhos com carne bovina ou suína, frango, salsichão ou cubos de queijo, mas já apareceram os espetinhos “gourmet”: de filet mignon, de picanha, frango com bacon e muitos mais! Os churrasqueiros são muito criativos...

Se a opção for saborear algo doce, é muito fácil encontrar as carrocinhas preparando e vendendo churros, recheados com doce de leite ou com chocolate. E ainda é possível encontrar ambulantes oferecendo pedaços de cuscuz de tapioca com côco ralado, que eles cortam em um tabuleiro e cobrem com leite condensado!
 

Na praia encontramos, normalmente, o milho cozido e aqueles espetinhos de camarão, vermelhinhos que, para aqueles que não têm alergia a frutos do mar, podem degustá-los à vontade, com certeza acompanhados por uma cerveja bem gelada...
 

Também na praia, em seus quiosques, vai muito bem um peixinho frito na hora e, quem sabe, ladeado por batatas fritas e por uma caipirinha? Ou, então, um espetinho de queijo coalho, assado ali, na sua frente?
 

Se a praia estiver no Rio de Janeiro, já é outra história: saborear um biscoito “paulista” (que na realidade é fabricado no Rio mesmo!) salgado ou doce, acompanhado por um copo de limonada ou de mate gelado (ou ambos, meio a meio...), ou, ao invés, um sanduiche natural!
 

Voltemos para o Espírito Santo... Quando vamos a uma destas feirinhas que acontecem em pracinhas de bairro, a festa está pronta! Podemos encontrar, só para citar algumas das guloseimas ofertadas nas barraquinhas: feijão tropeiro, bolinho de bacalhau, yakisoba, escondidinho, tapioca grelhada recheada, crepe no palito, esfirras, fatias de bolos de diversos sabores, recheios e coberturas, variadas tortas salgadas e doces, pastéis, empadas e muitos outros salgadinhos e docinhos: difícil até de escolher!
 

E o regionalismo é muito interessante. Por exemplo, se estivermos nas ruas da Bahia, o acarajé é a pedida! Cuidado para não pedi-lo “quente”, pois a baiana vai caprichar no molho de pimenta... Ela irá fritá-lo na hora, na sua frente, cortá-lo ao meio, recheá-lo com vatapá e camarões secos e servi-lo embalado naquele papel próprio para embrulho!

Já, se estivermos no Pará, ou em outro estado da região amazônica, o “carro-chefe” é o tacacá: um caldo de tucupi (o sumo da raiz da mandioca brava muito bem cozida...) bem temperado, o qual se adiciona sobre a goma de tapioca, folhas de jambú e camarões (além da pimenta...). 
 

Falando em regionalismo e dando um passeio por esse mundão afora, vamos nos deparar com muitas comidas de rua características da cada lugar. Em Nova Iorque, o hot-dog (cachorro-quente), com seu inigualável molho de cebolas e coberto com mostarda!

No Uruguai, temos os chivitos, enormes sanduiches recheados com um filé bovino, bacon, presunto, queijo, alface, tomate, azeitonas picadas, ovo cozido e maionese, servido com batatas fritas: é para quem tem bastante apetite!
 

No Peru o que está presente em quase todas as esquinas, principalmente quando começa a anoitecer, são os anticuchos, espetinhos preparados com o coração bovino cortado bem fino e assados na brasa: são muito macios e deliciosos!

Já na Alemanha o forte são as salsichas (wurst). Existem mais de 1.500 (!!!) variedades e as mais populares são as bratwurst, muito suculentas e temperadas, que ficam aquecidas numa chapa até serem colocadas no interior de um pequeno pão e cobertas com molho de mostarda!
 

Se formos para a Bélgica, o que vamos encontrar com frequência são as frites, batatas fritas crocantes por fora e macias por dentro, servidas num cone de papel com molhos diversos, como o de maionese ou o tártaro!

Mas se o país for a Argentina, escolha um choripán, nada mais nada menos que um chorizo (linguiça) grelhado e colocado num pão, servido com o típico e tradicional molho chimichuri, uma espécie de vinagrete com muitas ervas e pimenta. 
 

Na França o crêpe é encontrado em dezenas de lugares, como parques e praças. É uma massa fininha, assada na hora sobre uma pedra redonda quente e própria para tal. Pode ser simplesmente, após ficar pronta, coberta com açúcar e canela ou com nutella (uma pasta de avelãs bem doce...), assim como pode ser salgada, com presunto e queijo!

E em Florença, na Itália, uma pedida especial é um sanduiche de dobradinha (isso mesmo, o nosso bucho, cortado bem fininho e muito bem cozido num molho que só eles sabem fazer...) que se chama panini de lampredotto.
 

Atualmente estão na moda os “food trucks” que, traduzindo para o português, são os “caminhões de comida”. Na realidade são vans adaptadas com uma cozinha a bordo e que estão se espalhando por todos os lugares.

A grande vantagem é que podem se deslocar facilmente para onde há uma festa, um festival, um evento qualquer, onde a demanda por alimentação fácil e rápida é grande.

Em São Paulo uma Kombi (aliás, agora já são duas...) famosa é a do “Rolando Massinha”, que serve massas e molhos que, dizem, são muito saborosos e estão se tornando uma tradição. Em Vitória, ES, está “bombando” a “Hasta la pista”, especializada em sanduiches gourmet!
 

Novidade das novidades, as “food bikes” (bicicletas de comida, que na realidade são triciclos) estão começando a ocupar seus espaços, com um apelo de preservação do meio ambiente e sustentabilidade, já que não consomem combustíveis nem poluem.

Conheci uma que comercializa cookies, brownies e outras delícias, de nome “Carolinas Feito em Casa” e outra, denominada Don Coneone, que prepara e serve pizza no cone!
 

Para encerrar esta epopeia gastronômica, estou aqui pensando, neste momento, se vou encarar um kebab (que alguns chamam de churrasco grego), sanduiche de pão folha com carne grelhada fatiada fininha retirada daquele rolo que fica rodando em frente a uma fonte de calor, pasta de grão de bico e vinagrete, ou umas empanadas, assadas na hora, com o recheio tradicional argentino de carne picada na ponta da faca, refogada e bem temperada com um pouco de pimenta, azeitonas e ovos cozidos picados! E servidos nas ruas! 
 

Até a próxima!
 

 

 

 

 

Silvia Regina

27/05/2015
12h24

Simples, Elegante e muito sofisticado. o Sr. Mario é realmente um grande chefe. Reconhece e no mostra os melhores sabores. Como ficou evidenciado neste ultimo artigo. Parabéns.


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Julio

27/05/2015
19h58

Grande Mário. Seus artigos não podem ser lidos em horários de refeições. Viajamos no imaginário e nos transportamos pelo seu texto às regiões que você cita. Além da fome que dá na gente. Parabéns por mais este saboroso artigo.


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Lenize

31/05/2015
14h29

Que delícia! E eu de dieta. Adoro todos os quitutes descritos. Comi anticuchos todos os dias no Peru. São maravilhosos!!! O jornal de hoje trouxe uma reportagem sobre food bikes aqui no Rio. Parabéns mais uma vez. Texto perfeito. Churrasquinho de gato não é uma delícia? Abraços. 


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Bebeto

03/06/2015
14h09

Ótima fonte de inspiração para não nos resumirmos ao mundo do hamburguer. Criatividade faz muito bem ao paladar. Parabéns Mário!


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