GERAL POLÍTICA POLÍCIA TURISMO CULTURA AGRONEGÓCIO ESPORTE SAÚDE CLASSIFICADOS EVENTOS GUIA COMERCIAL
BUSCA   
ESCOLHA SUA CIDADE 22 DE JANEIRO DE 2017

 

Gastronomia

Histórico

 

 

01/08/2014

Um pouco da gastronomia peruana

 

 

 
Eu e minha esposa estivemos, em abril deste ano, passeando pela República do Peru, mais precisamente em Lima, sua capital, em Cusco e em Machu Picchu, a cidade sagrada dos Incas. Tivemos a oportunidade, ainda, de fazer uma incursão até umas cidades praiana deles, onde as ondas do mar são muito procuradas pelos amantes do surf (maiores detalhes podem ser encontrados no blog http://limacuscomacchupichu2014.blogspot.com.br/)
 
A gastronomia peruana sofreu grande influência dos imigrantes chineses, japoneses, italianos, franceses além, é claro, dos espanhóis, que o colonizaram. Com extensa costa e banhado pelas águas frias do Oceano Pacífico, o Peru utiliza muito os pescados e os frutos do mar em seus pratos, pois são de ótima qualidade e são encontrados quase sempre fresquíssimos, recém-desembarcados, em seus vários mercados.
 
Decorrente disso, uma de suas preparações emblemáticas é o “ceviche”, cubos de peixe fresco e cru, cebola picada, marinados em suco de limão, temperados com sal e acompanhados por uma espiga de milho cozida. Simples assim! Alguns o incrementam, adicionando camarões, polvo, lagosta, tomates picados, 
 
 
País de onde se originaram as batatas (possui mais de 4000 espécies!), é claro que elas não faltam em seu repertório culinário, seja na forma de “causa rellena”, uma espécie de purê rústico, enformado e recheado com uma pasta de refogado de frango desfiado, abacate, tomate e cebola, ou das “papas a la huancaina”, cozidas e cortadas em fatias grossas, cobertas com um molho espesso preparado com queijo cremoso e queijo fresco batidos com gema de ovo cozida.
 
 
Outro prato típico e acho que só encontrado por lá: “cuy chactado”. É parecido com um “porquinho da índia”, eviscerado, temperado, frito inteiro e servido assim, acompanhado de batatas. É muito apreciado na região andina!
 
E os “anticuchos”: churrasquinho de coração bovino, normalmente servido nas ruas, vendido em carrocinhas, para se saborear depois do expediente, acompanhados por uma cervejinha gelada...
 
 
Além destas, como há abundância também de milho, que são de mais de 35 espécies e de várias cores, os “tamales” são bastante comuns de se encontrar, vendidos nas ruas, muito parecidos com as pamonhas goianas. São preparados com milho moído grosseiramente, cozidos no leite e temperados.
 
Ao se formar uma massa grossa, despeja-se sobre folhas de bananeira, devidamente lavadas e aferventadas, e recheia-se com carne de frango ou de boi picada, temperada e refogada. Dá-se a forma retangular e embrulha-se. Além deles encontramos as “humitas”, similares, porém o milho é cozido em água e envolto na casca da própria espiga. Os recheios também variam, podendo ser, inclusive, doces. 
 
 
O “lomo saltado a lo pobre” é o “picadinho” deles: tiras de contrafilé bovino grelhadas, batatas e bananas fritas, tiras de tomate, cebola e pimentão, arroz e um ovo frito por cima. Também o “lomo de alpaca”, filés altos do lombo deste animal parente da lhama que habita os Andes, temperados, grelhados no ponto e cobertos com um molho de redução de vinho tinto, acompanhados por um purê de papas (batatas), é bem característico do Peru e se harmoniza muito bem com um vinho tinto encorpado, que eles também produzem por lá! Inclusive provamos este prato, divinamente preparado no restaurante “Marcelo Batata”, em Cusco.
 
 
O frango também é muito usado, haja vista um prato conhecido como “Aji de gallina”, feito com tiras da carne cozida e servidas cobertas com um molho cremoso preparado com leite e miolo de pão, bem temperado com aji amarillo (uma pimenta amarela local), queijo parmesão ralado e cebola. Normalmente vem acompanhado com arroz, batatas e ovos cozidos.
 
Já o “tacu-tacu” é uma preparação oriunda do tempo dos escravos, quando eles pegavam as sobras dos legumes cozidos no dia anterior, misturavam com um purê de feijão branco e com arroz, formavam uma massa, a moldavam e depois fritavam. Atualmente é incrementado com um molho servido por cima, que pode ser de camarões ou carne.
 
 
Mas o que está “bombando” mesmo, hoje, não só lá, mas em várias partes do mundo, é a “Nueva Cociña Peruana”, desenvolvida e divulgada pelo reverenciado Chef peruano Gastón Acurio, proprietário, junto com sua esposa Astrid, da rede internacional de restaurantes “Astrid & Gastón”, com unidades estabelecidas em diversas cidades, como Lima, Santiago do Chile, Buenos Aires, Barcelona e Madri!
 
Eles possuem também a rede “Tanta”, com preços mais acessíveis e cardápio menos “elaborado”... Gastón defende, com unhas e dentes, a culinária autêntica de seu país, utiliza os produtos locais e dá seu “toque do Chef”, principalmente nos ceviches, que ele diz que serão as “pizzas mundiais, daqui a 25 anos”! 
 
 
Na filial limenha do “Tanta”, onde estivemos durante um final de tarde para tomar uma cerveja e comer uns petiscos, experimentamos uma “tortilla” (um panquecão grosso de batatas raladas misturadas com ovo, recheado com cebolas fatiadas e frito) e um prato de “salchipapas peruanas”: batatas fritas, salsichas e diferentes linguiças (chorizos) fritas, ovo mexido e molhos: maionese, mostarda, catchup e creme azedo. 
 
 
Tomamos cervejas “nacionais”, muito saborosas:
 
 
Por falar em bebidas, não posso deixar de destacar o “Pisco”, aguardente produzida com o mosto proveniente da uva. Os chilenos também o fabricam, mas, conforme os peruanos, o “verdadeiro” é o produzido nesse país.
 
Com ele é elaborado o drink mais servido para os turistas e que pode ser encontrado em 100% dos bares e restaurantes: o “Pisco Sour”. A receita: em uma coqueteleira misture uma dose de Pisco, suco de dois limões, duas colheres de chá de açúcar, uma colher de sopa de clara de ovo batida e gelo.
 
Agite e despeje coando em uma taça previamente incrustada com sal na borda. Finalize com algumas gotas de angostura. Outra bebida bem peruana é a “chicha morada”, refresco produzido com o “maiz morado”, uma das variedades de milho. Os grãos são fervidos junto com canela e cravo, coados e servido gelado, adicionando-se limão e açúcar.
 
E o refrigerante preferido por dez entre dez peruanos? Inca Cola! Segundo quem já experimentou (eu não!), o sabor lembra uma tubaína de tutti-frutti. Tem a cor amarelo-detergente, que não é lá muito convidativa...
 
 
Ainda tem muita coisa da gastronomia peruana para mostrar, esta é apenas uma pequena amostra. O melhor, mesmo, é ir lá para provar, sentir os aromas, sabores e texturas, o que não se consegue no papel! Por enquanto... Até a próxima!
 

 

 

 

 

Marilena Carvalho

04/08/2014
20h58

Parabéns! Conseguiu ilustrar muito bem a culinária peruana nesta reportagem. 


Reportar abuso

Bbebeto

15/08/2014
08h24

Mais uma vez parabéns Mario pelo artigo muito interessante e cheio de novidades.


Reportar abuso

Luciana

19/08/2014
22h45

Adoreiiiiiii a matéria, o jeito é ir lá para poder desfrutar estas delícias. Abs


Reportar abuso

 

 
2016 (1)
 

Maio (1)

 

 

» Sem tempero não dá!...

2015 (4)
2014 (3)
2013 (6)
2012 (12)
2011 (12)
2010 (15)

 





GERAL POLÍTICA POLÍCIA TURISMO CULTURA AGRONEGÓCIO ESPORTE SAÚDE CLASSIFICADOS EVENTOS GUIA COMERCIAL
BUSCA   
Termo de Uso | Política de Privacidade | Anúncios Publicitários | Contatos

© 2009 Montanhas Capixabas - Todos os direitos reservados