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Gastronomia

Histórico

 

 

05/05/2010

Gastronomia é uma terapia!

 

 

 

 

“Está nervoso? Vai pescar!” Já ouviram isso alguma vez na vida? Aposto que sim. Com esta vida “moderna”, cercada de celulares, iPods, iPhones, notebooks, blackberries, GPS, TV LCD ou de LED, mais um monte de siglas e aparelhos eletrônicos disponíveis, além do trânsito caótico e perigoso nas grandes cidades, que junto com a violência e a insegurança nos deixam estressados no dia-a-dia, temos que arranjar um hobby, um passatempo, uma distração, de maneira que eliminemos parte destas angústias que podem nos levar até a um infarto...

 

Uns gostam de pescar, outros de pintar, ouvir música, ver um bom filme, seja em casa ou no cinema, enfim, há várias maneiras de administrar esta carga emocional: cada um escolhe a que melhor lhe convier.

 

Eu descobri a gastronomia para esta finalidade. Desde meus tempos de cursinho pré-vestibular, que eu freqüentava à noite, quando chegava em casa, lá pelas 11 horas da noite, com o estômago dando reviravoltas de fome, passei a preparar algo para comer antes de dormir. A partir daí, comecei a me interessar pelo assunto.

 

Sempre li bastante sobre gastronomia em revistas especializadas, livros e, mais recentemente, na internet. E iniciei-me nas tarefas de selecionar receitas, escolher os ingredientes e prepará-las. Vi que isto me fazia muito bem, que me trazia uma tranqüilidade, mesmo quando as preparações não davam certo! 

 

Quando me casei, arranjei uma aliada: minha esposa passou a ser minha “cobaia”. E ela desempenhou - e desempenha até hoje - este papel, com muita boa vontade e apoio. Depois vieram os filhos e, mais tarde, os “agregados” (nora e genro), que também toparam a empreitada e atualmente são provadores oficiais e críticos das minhas receitas culinárias.

 

Descobri que esta “terapia” começa quando da pesquisa da(s) receita(s) que vou preparar. Estando selecionada(s), já imagino os sabores e aromas que deverão surgir, as panelas que vou precisar, os temperos que vou utilizar, como será a apresentação dos pratos, as quantidades que terei que comprar, onde encontrar os ingredientes para comprar e, se for harmonizar com um vinho, por exemplo, qual ou quais serão os mais adequados.

 

Em seguida vem uma parte importantíssima e que dá trabalho, mas também prazer, pois descobri que comprar os produtos de qualidade e os mais frescos possíveis traz o melhor resultado final. A caminhada pelos mercados, feiras e supermercados, por lojas especializadas em vinhos, ervas, queijos, etc, além de fazer bem para nosso sistema cardiovascular, ainda permite que encontremos amigos, conversemos sobre este assunto e muitos outros, além de sempre aprender mais um pouco com aqueles mais experientes.

 

O próximo passo é a preparação em si: lavar, descascar, cortar, limpar, temperar, cozinhar, provar... Durante o tempo da cocção, com certeza, um gole de vinho ou de cerveja, porque ninguém é de ferro! 

 

Tudo pronto, é hora de servir. Arrumar a mesa, os copos, os pratos e talheres para todos em posição, agora é colocar as travessas na mesa ou deixar as panelas sobre o fogão à lenha, se for o caso, chamar a “turma” e realizar uma das melhores partes deste “tratamento terapêutico”: degustar! Se ficou bom, vem os elogios. Se nem tanto, fazer o quê? Na próxima vai ser melhor...

 

Vencidas todas estas etapas, podem ter certeza, parte daquele “stress” ficou para trás. Pelo menos no meu caso, depois de saborear as preparações, depois da sobremesa, do cafezinho, de (por que não?) um licorzinho, além daquele monte de conversas que aconteceram durante todo o processo, sou outra pessoa, mais alegre, mais disposto, pronto para outra.

 

“Está nervoso? Vai cozinhar!”. Este é o meu lema. Experimente você também!

 

 

 

 

 

MARTHA E. FERREIRA

05/05/2010
20h12

Vc está ficando bom nisso, entre tantas outras coisas. Continue. E seja feliz!


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Fabricio Costa

06/05/2010
07h31

Amigo Mário, tudo na paz? Mais uma vez, parabéns !!! Continue temperando a coluna com temas que promovam reflexão sobre nossas vidas tendo a gastronomia como aliada. Abraço


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maria cristina

06/05/2010
11h35

Parabéns!


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