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Coluna Pomerana

Histórico

 

 

25/05/2016

A Igreja na Pomerânia

 

 



Mesmo que a cristianização de Pyritz, Camin, Wollin e Stettin (Pomerânia) oficialmente tenha iniciada com o primeira viagem do bispo Oto von Bamberg, no ano de 1124, há dados que sugerem que o primeiro bispado em Kolberg foi fundado no início do segundo milênio. Alguns anos mais tarde, com as conquistas do Duque pomerano Wratislaw teve início uma segunda campanha de cristianização na qual também a população de Demmin, Usedon, Wolgast e Gützkow é convertida ao cristianismo. 

Já no ano de 1168 os dinamarqueses conquistaram o templo/fortaleza de Arkona comvertendo praticamente toda a população ao catolicismo. A partir desta época as Igrejas e os conventos passaram a ter uma grande importância como baluartes do cristianismo na luta contra as crenças pagãs. Em 1227, cai o domínio dinamarquês e a Pomerânia é submetida ao Sacro Império Romano Germânico. Na prática, para a igreja nada mudou exceto a sua vinculação à nova ordem política. Nesta mesma época o “grifo”, uma imagem mitológica é adotado pela casa real pomerana como seu símbolo oficial. Com isto esta casa governante passa a ser conhecida como os Duques Grifos.

Em 1189, o bispo Otto von Bamberg, com base nos seus serviços prestados à cristianização de toda esta região é declarado Santo pela Igreja Católica Romana. Muito do que hoje sabemos sobre a história antiga do ducado se deve aos registros deixados por este líder religioso. A religião sempre teve um significado muito grande em toda a região pois, apesar da Pomerânia ter sido uma área relativamente pequena (cerca de 50 x 250 km). Com uma população, que ao longo da Idade Média, não chegou a ter mais de duzentos mil habitantes, estava subdividida em três bispados: Cammin, Roskilde e Schwerin.Talvez esta situação também tenha ocorrido em função da própria subdivisão geográfica deste território, visto que, durante um bom tempo, havia o Ducado de Pommern-Wolgast, de Pommern-Stettin e o próprio Principado de Rügen.
 

As construções das igrejas sempre tiveram grande importância na Pomerânia e o dia a dia da população costumava ser regrado por normas estabelecidas pela classe dominante (senhor feudal ou latifundiário) e pelas regras criadas pela igreja. Hoje há indicações de que na Idade Média, já existiam cerca de 1.100 igrejas e cape-las na região, sem comtar as inúmeras de igrejinhas de vilarejos.
 

A partir do início do século XVI as grandes reformas protestantes invadem a Pomerânia, conduzidas, sobretudo, pelo trabalho realizado por Johannes Bugenhagen (1485-1558). Desta forma o luteranismo se espalhou por toda a região. A história destes ducados também deve a Bugenhagen um importante documento e que ficou conhecido como “Pomerania” e que foi editado em 1518. Foi assim que, a partir de 1525, uma série de movimentos, nem sempre pacíficos, conduziram a esta transformação das igrejas católico-romanas em comunidades luteranas. As propriedades dos conventos e claustros passaram às mãos de governantes e da classe dominante não relacionada com a igreja. Muitos padres, agora já casados, assimilaram a doutrina luterana.

Assim, as divisões eclesiásticas dos bispados, passaram a ser reestruturadas dentro de limites geográficos dos próprios ducados na forma das chamadas Landeskirchen (Igrejas Territoriais). Estas, com autonomia administrativa passaram a estabelecer liturgias e orientações funcionais de doutrina luterana. O próprio enfraquecimento dos duques, Pommern-Wolgast (Pomerania Ocidental) e Pommern-Stettin (Pomerania Oriental) facilitou a adesão da população a esta nova estrutura luterana das igrejas.

Assim, a partir da segunda metade do século XVI, no lugar das tradicionais “missas” entraram as prédicas, centradas nas interpretações bíblicas. Igrejas antes ricamente decoradas com um sem número de santos e outros enfeites, foram transformadas em templos de aspecto espartano, nos quais as mensagens de Lutero sobre a interpretação da Bíblia passam a centralizar os ofícios religiosos.

Os séculos seguintes caracterizam-se por invasões e domínios por parte de diferentes potências estrangeiras. O povo pomerano sofreu sob os diferentes domínios sem, no entanto, alterar as suas vinculações com a Igreja da Reforma. 
 

No início do século XVIII uma nova onda de pietismo religioso invade a Pomerânia Oriental. Toda a ortodoxia daí decorrente certamente deixou seus reflexos na própria maneira como este povo e seus descendentes que hoje se encontram no Brasil vivenciaram e continuam vivenciando a sua religiosidade. Apesar da administração da igreja da Pomerânia ter se adaptado às diferentes potências que a administraram, as questões básicas, isto é, a orientação teológica luterana sempre se mantive dentre de uma linha relativamente constante.

Se hoje a população pomerana brasileira tem um profundo vínculo com questões litúrgicas relacionadas ao protestantismo luterano e que de certa forma até a diferencia de outros núcleos de imigração teuta no Brasil, isto certamente poderá encontrar suas raízes na própria história das vivência do cristianismo, especialmente ao longo dos últimos séculos.
 

 

 

 

 

Schirley Holz

13/06/2016
14h37

Matéria muito interessante! Parabéns!


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