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Coluna Pomerana

Histórico

 

 

01/04/2016

Superstição Pomerana

 

 



Trata-se de crença ou crendice? Crença seria o ato ou efeito de crer. Crendice será uma crença supersticiosa. Para quem olha de fora, será uma crendice. Para eles é algo em que crêem. Olhando sob a ótica do praticante é uma crença porque este crê no procedimento e acredita no resultado. Da mesma forma, olhando a partir do lado do praticante, a própria crença de quem está do lado de fora poderá ser vista como uma crendice. Enfim, tudo depende da ótica na qual for analizada. Para quem crê é crença, e para os descrentes será crendice.

Na ausência de quaisquer outros recursos medicamentosos, esta constitui-se em uma forma muito primitiva de psicoterapia, que tem como coadjuvantes diferentes tipos de chás ou simplesmente manipulando ervas naturais de todos os tipos. O procedimento parece mostrar-se eficaz nas diversas situações do cotidiano. As práticas mostravam que nesta luta contra as forças negativas, em que entra o balbuciar de expressões bíblicas, o estresse e as “coisas do mal”, parecem poder ser subjugadas para dar terreno mais fértil ao processo de cura. Contudo, para poder acontecer, precisa haver fé, uma fé cega e inconteste. 
  

A benzedura é a cura pela fé, realizada pelos Braucher ou Besprecker, ou seja, pelos benzedores. Ela envolve a confiança no toque de quem o realiza ao mesmo tempo em que recita as suas frases bíblicas. Os clientes passam a acreditar no efeito terapêutico à medida que pelo procedimento conseguem identificar uma redução do estresse, a previsão de um futuro esperançoso ou mesmo de um bom resultado na colheita. Mas, como enquadrar este ato mágico?

Por isto as benzeduras sem-pre são feitas às escondidas. “Se fizessem em voz alta as orações que os antigos lhes tinham ensinado, não teriam efeito. Era preciso que fosse feito em segredo e que as orações tinham que ser cochichadas e em silêncio.

Apenas desta forma e mesmo assim, precisava que o benzido tivesse fé, que se podia esperar que ajudassem. Se falassem em voz alta não ajudaria”. Isto os antigos sempre ensinavam. “E quando as pessoas voltavam para casa já teria ajudado. Como não sabiam ler, precisavam decorar as orações. Decoravam em pomerano e falavam bem baixinho, como se estivessem assoprando "sssssssssss". Por isto falavam em “Bepusten”, assoprar ou cochichar”. Isto se enquadra na maneira de ser do pomerano. Até porque este povo é muito religioso. Este modelo de comportamento social é antigo e foi trazido pelos imigrantes, que aqui chegaram.
 

A superstição sempre foi muito ativa entre os pomeranos, não só na Europa como também aqui no Brasil. Muitos habitos supersticiosos, como também, as diferentes técnicas de benzimento sobrevivem até os dias atuais. Por outro lado, se alguém perguntar aos pomeranos sobre o “Sexto e o Setimo Livros de Moisés”, certamente não receberão respostas. Isto porque estaremos entrando em um assunto quase “sagrado” e sobre o qual ninguém fala. Aliás, as gerações antigas não comentam e as gerações novas muita vezes desconhecem o tema. Este livro sempre foi a famosa bíblia da benzedura.
 
  

O chamado “Sexto e Sétimo livro de Moses”, por assim dizer, se constitui na principal fonte para os “Rituais de Magia” que já foram muito populares entre os pomeranos. Trata-se de uma com-pilação de rituais, de invocações, que teriam sido transmitidos a Moises pelos anjos. Por ser constituído de “dois livros”, no “Sexto Livro” encontram-se os “Sete Selos dos Coros Angelicais”, com os quais, segundo os praticantes, “se pode conseguir tudo o que se deseja”. Já o “Sétimo Livro” estaria ensinando aquelas “magias que Moisés teria feito para realizar os milagres descritos no Antigo Testamento”. Em síntese, Moisés, aqui descrrito como um grande e insuperável Mago, teria ensinado aos seus seguidores todo um conjunto de orações e com-jurações, descritos nestes dois livros.

Conta a história que, a partir de 1522 estes “ensinamentos” teriam sido “descobertos”. Portanto, a partir do seculo XVI se teriam transformado em uma “chave” para todo um conjunto de práticas mágicas difundidas por toda a Europa. Na realidade há também citaçoes sobre oustros “Manuais” como o “oitavo”, o “nono”, o “décimo” e o “decimo primeiro” livros de Moisés. Entretanto, os que mantiveram a sua credibilidade foram os dois primeiros.

Na realidade as “rezas” e “benzeduras” de certa for-ma são orações, acompanhadas ou não de determinados elementos rituais (como o uso de ramos, águas, agulhas, etc) voltados a invocar uma forma mística por auxiliar na solução do problema a ser solucionado.
 

 

 

 

 

 

 
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