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Coluna Pomerana

Histórico

 

 

07/12/2015

A história da língua alemã

 

 



Ao longo destas últimas semanas um grupo de estudiosos da cultura pomerana, por sinal muito ativo nas rodas de WhatsApp, tem discutivo muito sobre temas relacionados à “língua alemã” e “língua pomerana”. Neste aspecto, nada mais lógico do que também debater questões relacionadas aos regionalismos que de uma forma ou outra influenciaram a formação destes dois idiomas. Como o leitor fácilmente pode deduzir, a própria formação da língua pomerana terminou sendo abordada. 

Vale, portanto, um maior aprofundamente nesta análise, até para se ter mais subsídios para futuros debates sobre o tema. 

A língua alemã pertence à família das indoeuropéias e que se supõem tenha se separado das outras germânicas lá pelo século V da era cristã. Esta língua alemã primitiva, que se desenvolveu entre os anos 600 até cerca de 1050, por alguns pesquisadores é considerada como sendo o alto alemão antigo.
 

Durante a época medieval, o surgimento de dezenas ou até centenas de pequenos reinos, ducados, principados e diferentes regiões relativamente autônomas na região da atual Alemanha, favoreceu a criação de diferentes dialetos falados nestas regiões. A própria migração de povos ocorrida na região central da Europa durante esta época seguiu diferentes padrões. A passagem de grupos populacionais de diferentes procedências, as rotas comerciais e o próprio isolamento propiciado pela geografia das regiões mais acidentadas contribuíram para a incorporação de diferentes vocalulários e mesmo o surgimento de variantes de pronúncia. Em síntese, desenvolveuse o que passou as ser conhecido como alto alemão, médio alemão e o baixo alemão. Entendiase como alto alemão o modo de falar praticado na região mais ao sul do que hoje vem a ser a Alemanha. Este, por seu lado, se diferenciava o idioma corrente na região mais central, sendo já muito diferente da língua que se conhecia como Niederdeutsch ou baixo alemão. Este último já mais falado nas regiões do norte da Alemanha. 

Foi nesta época, em que de um lado as forças políticas destes diferentes Estados procuravam centralizar seus interesses em temas particulares de cada governo, alguns poucos escritores passaram a defender a adoção de um idioma único para que seus livros pudessem ser compreendidos pelo maior numero possível de leitores. 

Históricamente e sob aspecto linguístico o chamado “Hochdeutsch”, isto é, o atual alemão alto pode ser considerado uma mistura do alemão médio com o alemão alto. Portanto, não se desenvolveu a partir de um dialeto especifico e sim, se constituiu em um “produto artificial” criado por escritores e estudiosos, especialmente do século XVI. O Reformador e fundador do luteranismo, Martinho Lutero, ao traduzir o Novo Testamento em 1521 e o Velho Testamento em 1534, deu um grande impulso à compreensão da Bíblia à população da Alemanha ao produzir um texto que contemplava um vocabulário mais popular e de fácil compreensão.
 

Já alguns anos mais tarde, auxiliado em muito pelo trabalho de um discípulo de Lutero chamado Bugenhagen, em dezembro de 1534, a Assembléia da Pomerânia em Treptow, introduziu Doutrina Reformista na Pomerânia. A partir de uma nova necessidade de se ter uma Bíblia disponibilizada sobre o altar das ingrejas agora luteranas e que também pudesse ser compreendida pelos pomeranos fez com que em 1588 fosse editada a primeira bíblia em língua pomerana que passou ser conhedida como a Plattdeutsche Barther Bibel ou seja a primeira bíblia escrita em língua pomerana.

Por outro lado, a nova língua conhecida como alemão alto, passou a ser ensinada com exclusividade em todas as escolas, apesar dos dialetos terem sobrevivido até os dias atuais. O mesmo aconteceu na Pomerania. 
 

Nas Universidades, gradativamente também o latin foi sendo substituído pelo alemão alto (Hochdeutsch).

Como fácilmente se pode verificar, a evolução das línguas germânicas foi uma constante ao longos dos últimos 1500 anos e o idioma falado na região da Pomerânia igualmente sofreu influencias das mais variadas origens. Isto facilmente explica estes tão acirrados debates que persistem até os dias atuais sobre a própria conceituação de língua ou dialeto pomeranos.
 

 

 

 

 

 

 
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