GERAL POLÍTICA POLÍCIA TURISMO CULTURA AGRONEGÓCIO ESPORTE SAÚDE CLASSIFICADOS EVENTOS GUIA COMERCIAL
BUSCA   
ESCOLHA SUA CIDADE 21 DE JANEIRO DE 2017

 

Coluna Pomerana

Histórico

 

 

19/11/2015

Pomeranos: seu vínculo com a terra

 

 



Está mais do que comprovado que o "povo pomerano" historicamente sempre teve e continua tendo um fortíssimo vínculo com a terra. Durante os séculos passados na sua região de origem, na Europa, sempre foram pequeno agricultores ou servos de proprietários de terras. Ou seja, de uma forma ou outra sempre retiraram o seu sustento da terra.

Desta mesma forma, os imigrantes que chegaram no Brasil durante a segunda metade do século XIX também deram seguimento a uma atividade da qual acreditavam ter uma boa vivência: a agricultura. Lógico, saídos das terras planas já sem florestas, com muita água e muitos rios, aqui tiveram que enfrentar a selva tropical com seus hercúleos desafios. Inicialmente no Estado de Espirito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e em um segundo momento, já em suas migrações internas ao chega-rem nos estados de Paraná e Rondônia.
 
  

Já existem Diversos estudos que evidenciam estas modificações, ou melhor, estas complexas adequações culturais decorrentes do próprio processo migratório e de aculturação. A sua fixação nas glebas inicialmente foi feito de uma forma absolutamente irresponsável ou amadorístico. Isto fez com que também os futuros deslocamentos e seus novos assentamentos muitas vezes tivessem que ser feitos com recursos oriundos dos próprios pomeranos. Este expediente em muitas regiões passou a ser conhecido como “jundamint” (derivado de ajuntamento) ou seja, reunindo forças entre os iguais para que se pudesse atingir um determinado resultado. Eram referências que se constituíram em verdadeiros pilares de um comportamento social e que passaram a caracterizar todo o grupo: Havia uma parceria para enfrentarem as adversidades. Havia um forte vínculo religioso essencialmente luterano.

E a agricultura representava o seu meio de sustento. Estes referenciais culturais nortearam a sua vida durante praticamente todo o primeiro século de desenvolvimento das comunidades pomeranas no Brasil.
 

Na medida em que entendemos a importância que a vida na igreja tem no dia a dia dos pomeranos, passamos a compreender o seu papel aglutinador e até de referencial nas suas manifestações culturais. O comparecimento ao culto se constitui em algo muito importante pois no seu “entorno” há um espaço para encontros com parentes e amigos, há oportunidades para o fechamento de negócios e há espaço para a troca de informações. Ou seja, estar presente nos cultos significa participar dos “eventos da sua igreja”. Pois, como alguém certa vez me disse, a “igreja faz parte do ser do pomerano como o bater do seu coração representa a vida no seu corpo”. Com isto, uma serie de decisões tomadas em função do seu vínculo religioso passam a ter reflexos no seu cotidiano, ou seja, no pensamento cultural, na agricultura, na culinária e na própria maneira de ser do pomerano.

Dentro deste mesmo princípio, quem sabe, embasado no histórico de uma eventual vinculação com suas antigas crendices e deuses pagãos da era pré-cristã, haja outras explicações para este forte vínculo com a natureza e a terra. Já em tempos mais modernos, elementos como a diversidade na agriculturas em decorrência de um penoso aprendizado no inicio da imigração e a constatação de que os excedentes não comerciali-záveis da propriedades possam ser utilizados na alimentação de aves e gado ou até no processo de adubação da plantação conduziram a um aprimoramento do agronegócio. Concomitantemente, mesmo que muito aos poucos, foi surgindo um sentimento de maior valorização da própria cultura e também de um sentimento de maior aceitação do pomerano pala sociedade brasileira em geral.
 
  

Um resgate dos valores destas “pessoas da terra” com seus traços culturais muito próprios, sobretudo a partir do gradativo acesso ao rádio e à televisão a partir de 1970 fez com que um maior conhecimento inundasse as comunidades antes relativamente isoladas. Com isto, pessoas antes “retidas” no campo passaram a ter acesso a formação acadêmica e a cargos públicos.

Hoje a terra continuou sendo a fonte de riqueza e de alimentação da maioria deste povo, entretanto, o resgate da cultura pomerana, a cada dia que passa, amplia o seu leque de crescimento.
 

 

 

 

 

Lilia Jonat Stein

06/12/2015
11h20

Parabéns á equipe do Montanhas Capixabas por disponibilizar o espaço  a "Coluna Pomerana" onde é possível disseminar um pouco mais essa cultura tão rica e ignorada por muitos. "Pomerisch folk hät uk weirt" "Povo Pomerano também tem valor"


Reportar abuso

 

 
2016 (5)
 

Outubro (1)

 

 

» Como viviam os pomeranos ...

 

Setembro (1)

 

 

 

Maio (1)

 

 

 

Abril (1)

 

 

 

Fevereiro (1)

 

 

2015 (3)

 





GERAL POLÍTICA POLÍCIA TURISMO CULTURA AGRONEGÓCIO ESPORTE SAÚDE CLASSIFICADOS EVENTOS GUIA COMERCIAL
BUSCA   
Termo de Uso | Política de Privacidade | Anúncios Publicitários | Contatos

© 2009 Montanhas Capixabas - Todos os direitos reservados