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24/09/2014

Me arrependi de trai-lo(a)

 

 


A traição de um compromisso de fidelidade sexual nem sempre é um ato premeditado, vingativo ou que sinaliza mau-caratismo. Essas são visões estereotipadas (ainda que existentes) que a sociedade constrói para facilitar o julgamento e tornar a pessoa traída uma vítima injustiçada e quem traiu, o malvado insensível. Se você se arrependeu de traí-lo(a) ou se você é a vítima desta situação,  entenda melhor as motivações a respeito do tema que proponho hoje.

O primeiro é que nem todo mundo tem preparo psicológico para a fidelidade, pois ainda que tenham boa vontade, são pessoas que cedem com facilidade aos seus impulsos e agem muito autocentradas sem se preocupar com as consequências de sua atitude. Além do mais, tem uma autoestima dependente de aprovação externa, numa busca de autoafirmação amorosa e sexual.

O segundo aspecto é que mesmo que um casal fique “grávido” juntos, a relação também adoece junto. Nesse momento de “adoecimento conjugal” é que a traição surge, onde os laços são fracos e superficiais, a relação é de aparência (ou por conveniência), e o interesse em compartilhar bons momentos – dentro e fora da cama – desaparece.

Nesses casos a traição pode ter como resultado uma crise de consciência, daquele tipo que queima até a garganta e a pessoa se dá conta de que suas dúvidas, carências e medos têm outra origem. Na busca por autoafirmação sexual ou amorosa a pessoa se percebe frágil do mesmo jeito que antes e consegue entender que não é buscando uma aventura sexual que irá resolver ou desviar de seus conflitos no relacionamento.

Mas e agora, o que fazer depois do arrependimento? O primeiro passo é tentar fazer uma análise profunda de si mesmo e o que foi buscar ao trair; em seguida, saber o quê na dinâmica do casal abriu um espaço para esse tipo de dúvida, aflição e desejo incontrolável. O ponto principal não é encontrar culpados, mas pensar sobre o próprio comportamento para entender as motivações pessoais. A resposta nem sempre é fácil.

Contar para a pessoa amada é a melhor saída? Depende do que se entende por melhor saída, pois nem todos os casais têm sabedoria para tratar a confissão de uma traição como um pedido de ajuda e reavaliação do relacionamento. Nessa hora é mais fácil gritar, sentir raiva e autopiedade, e embarcar numa guerra sem fim.

É muito comum os casais que passaram por uma traição seguirem numa falsa sensação de perdão mútuo, mas que no fundo ainda guarda os rótulos de vilão e vítima. A confissão por si só pode ser só mais um jogo de dominador-dominado. O fundamental é repensar e dar um novo rumo para o relacionamento.

Sei também que muitos casais conseguem levantar boas reflexões sobre suas vidas e essa crise os ajuda a revigorar a vida pessoal. Se a traição foi a gota d’água para um término adiado qualquer tentativa de confissão ou recuperação será árdua e até infrutífera, mas se a ideia é abrir a perspectiva para uma nova fase, então é importante que tudo seja colocado em pratos limpos com educação, respeito e assumindo a sua parte no drama todo.

Um casal pode renascer de uma traição, mesmo que isso pareça utópico.
 

 

 

 

 

 

 
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