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Sexo & Prazer

Histórico

 

 

06/12/2016

Sexo é prioridade?

 

 



No meu consultório é cada vez mais freqüentes as queixas de falta de desejo sexual por pessoas de diferentes faixas etárias, estados civis e classes sociais. Mesmo os casados com bons relacionamentos afetivos, ou seja, que se amam, reclamam da perda do interesse pelo parceiro.

Será que sexo hoje não é mais prioridade?

Sim, parece que o auge da sexualidade ficou nos anos 70 e 80. Hoje, as pessoas estão mais interessadas em investir na profissão, pressionadas por um mercado de trabalho extremamente competitivo e pela necessidade de se atualizar. Como conseqüência, acabam estabelecendo um vínculo superficial com tudo e com todos.

O fato de ser quase impossível dar conta de todas as necessidades leva muitas pessoas a sentir frustrações e sentimentos de inferioridade. O pior de tudo é que nem sempre sobra energia para investir no parceiro. Isso tudo traz estragos para a vida a dois. O que fazer, então, já que ninguém tem culpa?

Penso que a saída é refletir sobre tudo isso, sem se sentir derrotado. Mas, o fundamental é entender que amor e sexo implicam numa relação onde os dois precisam estar atentos aos próprios sentimentos; é um constante exercício de aprendizado e amadurecimento.

O desejo não brota de cobranças, ninguém obriga ninguém a amar. Tudo é fruto de conquistas, afetos, de cumplicidades e de uma boa dose de malícia e sedução – aliás, isto é fundamental, senão vira amizade.

Na vida adulta, cada um é responsável pela própria felicidade ou infelicidade, pois companheirismo não é sinônimo de obrigações nem de dependências. As pessoas só conseguem ficar juntas com qualidade afetiva se cada um manter a própria personalidade, os projetos individuais, ao mesmo tempo em que conseguem construir projetos a dois.

Para elucidar tudo isto, vou contar a história de um paciente que passou por um problema parecido. Por motivos éticos, vou chamá-lo de EL.

EL era casado há mais de 15 anos e queixava-se de que a mulher era insegura, dependente e não tinha nenhuma disponibilidade sexual. Brigavam muito, magoavam-se e quase chegaram à separação, embora ainda se gostassem.

O casal decidiu fazer análise e, após um longo período de questionamentos, cada um entendeu onde estava errando. Ele descobriu que, por insegurança, colaborava para a dependência da mulher. Ela percebeu que, por querer sempre ser protegida, tinha abandonado a própria vida aos cuidados do marido.

Atualmente eles estão bem: ela reconstruiu a vida e ele consegue respeitar os ideais dela, mesmo que diferentes dos dele. Hoje, eles formam um casal feliz e conseguem ter uma sexualidade muito satisfatória, mesmo que com tempos, desejos e fantasias diferentes.

Conclusão: para uma vida satisfatória a dois é necessário que haja respeito pela individualidade de cada um — e ninguém deve olhar só para o próprio umbigo.
 

 

 

 

 

 

 
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