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Palavra Crônica

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23/03/2016

Pelo direito de ser ''coxinha''

 

 



Em 2013, escrevi uma crônica intitulada "A Copa das Manifestações". Para meu espanto, o texto foi lido em todo o Brasil, sendo objeto de estudo até em faculdades no Maranhão, Paraná, Bahia, dentre outras Unidades da Federação. A época era outra e o Brasil inteiro estava unido em um só ideal: acabar com a corrupção. De uns anos para cá, no entanto, a coisa mudou completamente: o jogo político se polarizou entre os adeptos da situação, os "petralhas", e o pessoal da oposição, os "coxinhas". Eu, certamente, faço do segundo time.  
    
Caro leitor, se você for um aguerrido "petralha", sugiro parar por aqui. Sou um cidadão brasileiro que crê na democracia e na liberdade de expressão, dentro do que o Direito chama "razoabilidade e proporcionalidade", e eu, de bom-senso. Talvez seja pela minha formação jurídica; Talvez seja porque sou humano, antes de tudo. Porém, o fato de ser "coxinha", ao que parece, me sentencia (sem contraditório) a ser "racista", "machista" e "homofóbico". A coisa piora ainda mais por eu ser homem, branco e de classe média. Sou o Mal Encarnado. E tudo o que vem de mim é opressão. Estou errado de nascença. Até mesmo calado.
    
Esse estado de coisas só mostra o que se tornou a discussão política deste país, de 2013 para cá: uma grande agressão gratuita. Amizades se desfazem e até famílias se separam. Já vi primo deixar de falar com primo, irmão deixar de falar com irmão! Tudo, ultimamente, anda tomando proporções tão grandes que eu me questiono sobre essa "docilidade do povo brasileiro". Aparentemente protegidas por uma tela de computador, as pessoas se creem no direito de despejar toda sorte de impropérios, como se isso fosse liberdade de expressão. Democracia não é achar que o outro é "burro" porque vota diferente de você. Aliás, democracia não é querer que todo mundo vote igual. Não, mesmo!     
   
Em épocas de ânimos inflamados, quanto menos lenha na fogueira, melhor. Eu, particularmente, não ligo. Sou um "coxinha" com vários amigos "petralhas" e, na medida do possível, todos nos damos muito bem. Claro, tomamos algumas precauções. Uma delas é evitarmos falar de política. A outra, é fazer uso de uma palavra meio esquecida em épocas de Facebook: RESPEITO. Cada um respeita a posição do outro e pronto. Não perco meu tempo em discussões em redes sociais. Passei pela eleição de 2014 com poucos arranhões e, para os mais exaltados, das vezes que falo de política, costumo deixar meus "recadinhos": deleto, sobretudo, ofensas. Não é exercício da democracia? Cadê a tolerância?
    
Tenho minhas convicções, que não são duras como pedra. Nunca fui do embate, sempre fui do debate. Poderia encher essa crônica com um rosário de argumentos, o que não vem ao caso. Não acho, porém, que este governo tenha feito mais do que qualquer outro e nem posso compactuar com um partido atolado até o pescoço, que usa das instituições para acoitar um ex-Presidente corrupto. Porém, também acho que as investigações devam se estender a todos os outros partidos, independentemente de legenda. A hora é agora e, por tudo o que eu falei (e o que deixei de falar), se for para escolher um lado, então, prefiro o dos "coxinhas". Tenho esse direito, que não me faz melhor, nem pior do que ninguém. Bom seria, no entanto, como na época da "Copa das Manifestações": todos unidos com as cores verde e amarelo. Esse seria, aliás, o ideal para o Brasil.
 

 

 

 

 

 

 
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