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Palavra Crônica

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15/10/2015

Garoto Enxaqueca

 

 



Não costumo sentir inveja das pessoas mas confesso que tenho ódio mortal de um grupo de "privilegiados", em específico: aqueles que nunca sentiram uma dorzinha de cabeça sequer na vida. É por isso que a "Neosa" é minha companheira inseparável, do tipo casamento sem divórcio. Normal para um sujeito que tem o "direito" a, pelo menos, uma dor de matar por mês. Pareço até o menino daquela tirinha, a do Garoto Enxaqueca. Deus me livre!

Criada em 1992 pelo cartunista estadunidense Greg Fiering, o "Garoto Enxaqueca" (ótima tradução de The Migraine Boy) conta as agruras de um menino super mal humorado que, dentre outras coisas, padece na mão do "amiguinho" Edu. Uma vez, este, com vozinha bem irritante, chegou até aquele dizendo que havia trocado todos os nomes de Jesus para Edu em uma Bíblia. Para variar, a cabeça do Garoto Enxaqueca explodiu no fim da história. Totalmente politicamente incorreta, conheci a tirinha já como animação, na extinta MTV. O reconhecimento foi imediato.

Você vai achar incrível, leitor, mas, eu me lembro da minha primeira enxaqueca. Foi em 1988, aos nove anos de idade. Comecei a sentir, primeiro, dor nos maxilares. Depois, não conseguia nem baixar a cabeça. Foi então que tudo começou. Sim, é isso mesmo que você está pensando: sinusite. O primeiro de muitos diagnósticos desse mal que me acompanha, desde então. Já tenho até passe VIP no meu otorrino. Dentre muitos cuidados, ele me diz para não tomar choque térmico. O problema é que, quem mora na capital do Espírito Santo, sabe que isso é impossível. Depois que eu virei professor, então...

Minha pior crise se deu no mês passado. Com o tempo, aprendi a me diagnosticar e tomar alguns cuidados, mas, daquela vez, todos os esforços foram em vão. Para você que nunca teve uma única dorzinha, vou tentar lhe explicar: imagine uma britadeira, dentro da sua cabeça; ou uma festa rave; ou uma manada de búfalos, em disparada. É por aí. Tanto que, pela primeira vez, baixei pronto-socorro, chorando de dor. Mas o pior foi não poder acompanhar o concurso da Bailarina do Faustão, enquanto esperava atendimento, e sentar do lado de duas invejosas, procurando defeito nas beldades. Quase que a minha cabeça explodiu, igual à do Garoto Enxaqueca.

Tenho uma aluna médica que me ofereceu uma tomografia. Não acho que eu tenha nada demais, mas, por via das dúvidas, por que não? Como diz o ditado, "melhor prevenir do que remediar". Por falar em remédio, claro que quem sofre desse mal costuma trocar "receitas". Meus amigos médicos piram! Não, leitor, isso aqui não é uma ode à automedicação. Mas, quando a coisa aperta... Em todo caso, vou parando por aqui. Antes que esta crônica me dê, realmente, alguma dor de cabeça.
 

 

 

 

 

 

 
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