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04/10/2015

Rock in Rio... Eu fui (faz algum tempo)!

 

 



Sim, amigo leitor, eu também fui ao Rock in Rio. Não, não foi nesta edição de 30 anos. Nem foi 30 anos atrás. Quem dera! O de 1985 deve ter sido fantástico, mas, infelizmente, meus tenros seis anos de idade não me permitiriam. Foi em 2001, mesmo. Mas, não foi para ver o show em si e sim para realizar um sonho de adolescência: poder ver, ao vivo, pela primeira vez... o IRON MAIDEN!

Parece que não, mas, eu sou roqueiro. E, mesmo com essa cara de "bom moço", até banda eu já tive. Minha função? Vocalista, é claro! Afinal, eu queria ser o Bruce Dickinson, vocalista da Donzela de Ferro. Aliás, me achava até parecido com ele: lá não muito alto, fortinho, com um incisivo meio torto... Só faltava o cabelo comprido. E a voz, claro. Porque, tocar um instrumento musical, nem pensar! Nunca passei de três acordes, minha vida inteira.

O máximo em matéria de show de rock a que havia ido foi um aqui em Vitória, minha cidade. Foi na "Arena Vitória", naquela época, "Gigante do Álvares Cabral", mesmo. Era uma banda de fora e eu me lembro que gostei muito daquela energia. Porém, tudo perto de casa, tudo prosaico demais. Queria um pouquinho mais de emoção. E, para um garoto universitário, que tinha no heavy metal o máximo da sua "rebeldia", aquele cartaz com uma excursão para o show do retorno do Iron, com o Bruce nos vocais e de cabelos curtos (como os meus, finalmente!) era o momento certo!

Eu me lembro que conheci o organizador da excursão na Ufes, mesmo, onde estudava Direito, na época. Um rapaz simpático, um pouco mais velho que eu, com uma camisa da banda. Não sabia se ele tinha ou não organizado outras, porém, a vontade de ir era tamanha que não pensei duas vezes em fechar negócio. Hoje, pensaria duas, três, quatro vezes. Felizmente, tudo correu muito bem. Quer dizer, salvo quando a porta do banheiro do ônibus se abriu comigo dentro. Ah, houve uma "lenda urbana" de que um rapaz havia sido deixado para trás, na Cidade do Rock. Talvez ele tenha ficado para esperar a edição de 2011.

Como Vitória é uma cidade pequena e quem gosta de metal é um círculo menor ainda, encontrei a turma toda que curtia Iron Maiden, naquele ônibus. Não, amigo leitor. Equivoca-se completamente se achar que só havia maluco e drogado. A despeito de algum cabeludo, aqui, ou algum tatuado, acolá, a galera do heavy metal costuma ser mansinha, mansinha. Agressividade, só nas letras e no visual. Se bem que, para mim, o máximo foi uma camisa do álbum Piece of Mind, de 1983. Como só havia gente de banda, fomos cantando todo o repertório, daqui até lá. Teve um cara que disse que eu cantava "igual" ao Bruce Dickinson. Preciso dizer o quanto me achei?

Infelizmente, em 2001, celulares com câmera ainda não existiam. O must eram as câmeras digitais, terminantemente proibidas. Digo isso porque, ao chegarmos à Cidade do Rock, queríamos mais que guardar na memória. Queríamos um souvenir, algo que ficasse conosco, para sempre. Infelizmente, o ingresso ficou com eles. E, a despeito da revista às mochilas, não é que teve quem conseguisse camuflar sua câmera? Em todo caso, para não ficar no prejuízo, guardo uma foto que comprei no evento, de uma simpática mocinha que fotografava quem quisesse, ressuscitando uma polaroid. Posei frente ao Palco Mundo, antes dos shows. Em épocas de celular com câmera, isso é uma verdadeira relíquia!

Estar em um show dessa magnitude é algo além de qualquer forma de descrição. Era um sonho que se tornava realidade, a despeito do calor e do preço das coisas. Na mochila, biscoitos, água mineral e meu celular, na época em que a bateria aguentava o tranco. Ligava a cada show para família e alguns amigos, só pra fazer inveja! Quer dizer, exceto quando começou o show do Sepultura. Fiquei engalfinhado numa galera que pulava, sem me fazer sentir os pés no chão. Mas o pior foi a nuvem de poeira, de uns dois metros, que fez um colega, asmático, passar mal e eu ter de me virar pra levá-lo até o posto de saúde do local. Pois é... vi tudo de lá, mesmo.

Passava das vinte e quatro horas quando ouvimos os primeiros acordes daquele que seria o show mais esperado da noite... e da minha vida! A loucura toda começava quando os engenheiros de som tiravam qualquer coisa das caixas e instrumentos. Aquilo já seria uma prévia do que teríamos pela frente. Finalmente, a escuridão total, seguida pelo coro dos fãs, em polvorosa. Foi nessa hora que todo mundo se separou. Lutei para encontrar um lugar mais perto do palco. Queria ter a minha própria história. Era a tour do disco "Brave new world". O primeiro acorde. A primeira música. The wickerman. Estava acontecendo. Finalmente, o show havia começado.

Mas isso é assunto para outra crônica.
 

 

 

 

 

 

 
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