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19/02/2015

Quem foi Monica M. da Silva?

 

 



"Footloose - ritmo louco" foi um daqueles clássicos filmes de "Sessão da Tarde" que a gente via à exaustão nos anos 1980, junto com uma penca de outros (como "Curtindo a vida adoidado", "Mulher nota 1000", "Os Goonies", "O Rapto do Menino Dourado", "A Garota de Rosa Shocking", "Namorada de Aluguel"...). Eu assisti a todos. E adorava. Tanto que ficava vendo o "cast" até o final. E foi justamente em "Footloose" que eu esbarrei em um nome que até hoje me intriga: "Monica M. da Silva". Não me pergunte por quê. Acho esse nome estranhamente familiar. Seria alguma brasileira? Alguma portuguesa? Uma americana de ascendência? Afinal... quem foi Monica M. da Silva?

Lançado originalmente em 1984 (e ganhado um remake fraquíssimo em 2011), o filme contava a história de Ren McCormick (Kevin Bacon), um garoto de Chicago, que vinha morar na pequena Bomont, comandada com mão de ferro pelo pastor Shaw Moore (John Lithgow). Dentre todas as esquisitices do local, havia uma lei proibindo os jovens de dançarem, desde que o filho mais velho do pastor morreu em um acidente de carro. Ren, obviamente, começa uma campanha para realizar um baile, vindo a se envolver com Ariel Moore (interpretada pela belíssima Lori Singer), filha de Shaw. Estava armada a trama, como direito a muito rock, break, passinhos de dança e todo o som que fazia os walkmans da garotada da época.

Tomei conhecimento de Monica M. da Silva na cena do baile. Não, leitor, isso não é spoiler. O filme já está tão batido que todo mundo sabe até cantarolar a musiquinha do final. Os meninos e as meninas dão um show, com piruetas e tudo o que se tem direito. Há um loirinho magricelo que eu apelidei de "desossado", pois ele faz uma "dancinha do robô" incrível, parece ser feito de mola! Já vi essa sequência milhares de vezes, em câmera lenta. Ela deve ter uns 5 ou 6 erros de cena. E, em algum lugar, Monica M. da Silva. Só não sei onde, mas, ela está no "cast", indicando sua presença no baile. E, daí, como ela surgiu no elenco e pra onde ela foi, só na imaginação, mesmo.

Fico pensando em Monica como uma brasileira que tinha um sonho de ser atriz de Hollywood. Ela saiu do Rio de Janeiro (ou de Vitória, por que não?), foi até o México e, com a ajuda de algum coyote, atravessou a fronteira para os EUA. Lá, lavou muito prato, varreu muito chão, mas, sem nunca desistir do seu sonho, conseguiu, com bastante esforço, uma ponta nesse filme. Mas, como não sabia dançar direito, ficou no cantinho, chacoalhando o corpo durante uma tarde inteira de filmagem, tudo para uns cinco minutinhos de cena no cinema. Sem olhar para a câmera. Porque o diretor mandou. E figurante não pode nem piscar.

Imagino Monica, também, como uma brasileira, porém, já nascida em solo americano. Filha de pais imigrantes, ela estudou em um conservatório, tendo aulas de piano clássico. Depois, fez dança e, por fim, artes cênicas. Interessou-se pelo teatro, mas, precisando de grana, resolveu fazer uma ponta em um filme que estava sendo rodado. Não gostou muito do enredo, porém, vá lá, o cachê daria para ajudar no figurino da peça do fim do ano. Não sabia dançar, ficou horas tendo que se chacoalhar, levou altos sermões do diretor e, por fim, viu que seu negócio não era cinema, mesmo. Voltou pro teatro, fez a peça e, hoje, é uma conhecida diretora.

Monica também poderia ser hispânica. Filha de pais mexicanos ou porto-riquenhos, trabalhava no estúdio, fazendo a legendagem em espanhol. Como faltara alguém para figuração da sequência do baile, ela foi chamada às pressas, para "tampar o buraco". Chacoalhou-se daqui, chacoalhou-se dali e, no final de umas seis horas de gravação (para apenas cinco minutos de projeção), concluiu que aquilo não era para ela - e voltou para a legendagem. A mesma coisa se ela fosse portuguesa. Ou brasileira. Ou fosse o que fosse.

Você deve estar se perguntando, leitor, por que tanto interesse. Eu respondo: pura cisma, mesmo. Procurei-a, também, no IMDb, maior banco de dados de cinema e TV do mundo, e a encontrei fazendo ponta de garçonete em outro filme, de 1988: "Pó Branco". Nunca vi. Em todo caso, acho a história de Monica emblemática para aqueles que querem se aventurar pelas artes cênicas: poucos ficam com o glamour; a maioria fica com a ralação. Por falar nisso, Ariel Moore vivia com Rusty a tiracolo, a melhor amiga feinha, nariguda e magricela. O "patinho feito" em questão era, nada mais, nada menos que Sarah Jessica Parker, que desabrochou como Carrie Bradshaw, chefona absoluta da premiadíssima série "Sex and the City". É, Monica... parece que você não teve sorte, mesmo!
 

 

 

 

 

 

 
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