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Palavra Crônica

Histórico

 

 

08/06/2014

Porque anjos da guarda existem

 

 

 
Quem nunca ouviu aquela história, pra lá de batida, sobre alguém (às vezes, homem, outras, mulher) que ficou parado na beira da estrada, numa noite chuvosa, sem qualquer esperança, quando, de repente, chega aquele bondoso desconhecido, que lhe estende a mão e, ao final, descobre-se que ele não existe, que é um fantasma, ou um anjo da guarda e blá, blá, blá? Pois é... eu já ouvi isso um milhão de vezes. Só nunca pensei que pudesse acontecer comigo.
 
Não estava parado na beira da estrada; não era uma noite chuvosa; nem estava desesperançado. Só chateado, mesmo. É que a bateria do carro tinha acabado de arriar. E olhe que isso já me aconteceu algumas vezes. Sempre nos piores momentos, claro. Como desta última vez, no intervalo entre dois compromissos. Foi então que, na ânsia de encontrar o telefone da seguradora, de repente, naquele exato momento, parou, ao meu lado, um motociclista. "Está precisando de ajuda?" Olhei para o rapaz, um jovem, de uns 25 anos e de uniforme. Ele me disse trabalhar em uma seguradora e estar com uma bateria nova no baú da moto. Exatamente do modelo da minha... "Quer que troque?", perguntou. Adivinhe o que eu respondi?
 
Sabe... Sempre achei que os "acasos" são obra daquilo que eu chamo Deus, mas que também pode ser chamado de Alá, Javé, Papai do Céu, Sorte ou como queira. Também não quero dramatizar uma simples bateria arriada. Há problemas (bem) maiores do que esse. Mas, é por isso que escrevo este texto: porque, naquele momento, por algum motivo, eu me senti amparado por um algo inexplicável, que me fez pensar que não estava sozinho. E, tomado por uma felicidade tão grande, imaginei quem, de fato, passa por problemas "de verdade". É como se, de repente, eu quisesse que todo mundo recebesse a visita de um anjo. Nem que fosse pra trocar a bateria de um carro. Ou para realizar um exame. Ou dar um simples abraço. Porque, tanto no melhor, quanto no pior momento, tudo é uma questão de acreditar. No que quer que seja.
 
Sim, eu fiquei bravo. Sim, eu praguejei para mim mesmo. Mas, no fundo, agradeci, pois poderia ser pior. E, acredite, eu (também) sei o que é ser bem pior. Enfim, como esse anjo era de carne e osso e estava trabalhando, paguei pelo serviço. Afinal, ele não era alado, mas motorizado. Nem veio do céu, mas de algum lugar para onde retornaria. Confesso que o segui, até um certo momento, para me certificar se ele era real. E não o tal "fantasma" ou "anjo da guarda" da história que tantas vezes ouvi. Tudo resolvido, continuei viagem, na certeza de que até uma simples bateria arriada pode ser motivo para renovar a nossa fé.
 

 

 

 

 

Antonio Neto

16/08/2014
14h42

I believe in angels.


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