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Palavra Crônica

Histórico

 

 

16/05/2014

Puro Preconceito

 

 

 

A "I Feira Literária Capixaba Elmo Elton", carinhosamente apelidada de "Flica", foi um enorme sucesso! Montada em uma tenda na Praça do Papa em Vitória/ES, dos dias 15 a 18 de maio, 100% voltada para o escritor brasileiro do Espírito Santo, serviu para que, pelo menos, três paradigmas fossem quebrados: 1) que autor capixaba não vende; 2) que autor capixaba não é lido; 3) que autor capixaba não tem público.

 
Autor capixaba vende sim, e muito! Ainda não saiu a apuração de quantos livros, ao todo, foram vendidos durante a Flica, mas, com, pelo menos, 400 títulos em exibição e mais de 100 autores, muita coisa, certamente, foi comercializada. Houve várias rodadas de lançamentos e relançamentos, com filas e livros esgotados. Destaque para a Livraria Logos, uma das únicas que aceitam nossos livros. Sim, leitor. Há livrarias que são categóricas: "autor capixaba? Não aceitamos". Não aceitam por quê? Por que não vende? Ou por que não querem?
 
Renegar os livros dos autores da terra traz a consequência óbvia de impedir que eles sejam lidos e, também, conhecidos. Nisso, a Flica quebrou, mais uma vez, outro paradigma. A começar homenageando Elmo Elton (1925 - 1988), jornalista, historiador e "príncipe dos trovadores capixabas". A mesa-redonda de abertura, sobre o autor, foi um sucesso, tal como as sobre Mendes Fradique (1893 - 1944), pseudônimo do médico Madeira de Freitas, primeiro autor capixaba a se tornar best seller ou de Gully Furtado Bandeira (1890 - 1980), primeira mulher a entrar em uma academia de letras, no Pará. Além disso, houve mesas-redondas sobre vários temas, como Romance Histórico, Literatura Infantil, Internet e Circulação de Conhecimento ou Cadeia Produtiva na Literatura Capixaba, todas muito bem prestigiadas.
 
Mas o maior paradigma a ser quebrado, sem dúvida, foi o de que autor capixaba não tem público. Estima-se, inicialmente, que em torno de 55 mil pessoas passaram na feira, o que é o mesmo que um estádio de futebol lotado. E o que mais nos enche de orgulho: a Flica, de fato, foi uma feira, pois, muito mais do que a simples venda, houve, ali, um pluralismo cultural que abrigou debates, lançamentos, shows, saraus (como o do já famoso "Café com Letras") e até manifestações, tudo em torno do LIVRO, promovendo, em última análise, o autor da terra.
 
A Flica nasceu do sonho das escritoras Silvana Sampaio, Regina Menezes Loureiro,  Ester Abreu, Gilcéia Rosa de Souza e Wanda Alckmin, todas da Academia Feminina Espírito-santense de Letras, além de contar com a Academia Espírito-santense de Letras e com o Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Patrocínio do Governo do Estado (Secretarias de Cultura e Educação), Prefeitura de Vitória e apoio cultural do Instituto Sincades, além de várias outras instituições (UFES, Rede Tribuna, SESC, Nau Entretenimento). Tudo isso para demonstrar da força dos nossos escritores. Porque, desprezar os capixabas, doravante, é pura questão de preconceito.
 

 

 

 

 

 

 
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