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Palavra Crônica

Histórico

 

 

11/01/2017

A bagagem de ano novo

 

 



Se o ano novo for uma jornada eu preciso fazer as malas, com urgência, para não perder esse expresso. Depois dos excessos de fim de ano, sobretudo os gastronômicos, ainda dá tempo de tirar o que não serve, jogar fora o que for velho, o que sobra, e colocar aquilo que é novo, aquilo que pretendo usar a viagem inteira. Afinal, viajar com aquilo que aperta, aquilo que pesa, é a pior coisa que tem.
 
Malas abertas, mãos à obra. E a primeira coisa que eu escolho tirar é a indiferença. Melhor: os indiferentes. Não adianta colocar na minha bagagem de ano novo aqueles que não respondem, aqueles que não retornam. Acredito em uma palavra chamada reciprocidade, algo raro de se encontrar em quem se porta como uma estátua de mármore. Essas não são coisas que levamos em bagagens. Pesam muito e não servem para nada. 

A segunda coisa que eu escolho tirar é o interesse. Melhor: os interesseiros. Talvez esses sejam piores que os indiferentes, pois, além de pesarem, quando passam, tiram alguma coisa da bagagem da gente. E, quase sempre, nunca põem de volta. Ainda sobre reciprocidade: o que a gente empresta, devolve. Impossível começar uma viagem com coisa faltando na mala. 

A última coisa que escolho tirar é o ódio. Melhor: os odientos. Aqueles que estão de mal com o mundo, de mal com a vida! E como o mundo anda cheio deles! Não, eles não pesam. Pior: estragam. Destroem não apenas as nossas bagagens, mas a nossa vontade de viajar. Por onde passam, deixam crateras, chagas abertas. Buracos na mala, tornando-as inservíveis. Esses são para ser descartados. E rápido. 

Excesso retirado, é hora de fechar as malas, não sem antes arrumar algo que deve ser colocado, dessa vez, em excesso: o amor. Sem medo de soar clichê. Sem medo de soar piegas. É por causa disso que a gente leva tanta indiferença, interesse e ódio: por medo. É isso que nos faz viajar com tanto peso, muitas vezes, sem sair do lugar. O amor, por sua vez, não ocupa espaço, não pesa, não paga excesso. É com toneladas dele que eu fecho a minha bagagem. E você, caro leitor? O que você colocou na sua?
 

 

 

 

 

 

 
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