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02/09/2016

​CRIME de responsabilidade SEM CASTIGO

 

 



Depois de quase dez meses debatendo o processo de impeachment da presidente petista comprovadamente inábil para exercer o cargo, o Congresso  Nacional finalmente chegou a um veredito.

Mas a luta continua nos tribunais, nas ruas e nas articulações visando as próximas eleições. Dilma poderá ser candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul em dois anos.

O final poderia ter sido diferente - não fosse o jeitinho brasileiro de fatiar a pena - caso os condutores do processo tivessem se preocupado mais com a estabilidade política e econômica do país.

A atuação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski foi impecável até o momento em que ele aceitou fatiar uma sentença que constitucionalmente nasceu única.

Só a ele caberia parar o movimento. Mas resolveram dar a Dilma o direito de permanecer com os dedos, após entregar o anel de presidenta.

O episódio, que teve o apoio de dez senadores do PMDB, fortalece o presidente do Senado Renan Calheiros (AL) perto de eleger seu sucessor na Casa, em fevereiro.

Ajuda o PT porque Dilma poderá disputar as eleições de 2018 - se até lá o STF não cassar o benefício concedido de forma inédita.

E permite a Lewandowski não sair do processo como carrasco do PT. O que o Brasil viveu dia 31 de agosto foi muito grave.

Abre brecha para salvar outros políticos que venham a ser condenados, como o deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), cujo julgamento será agora em setembro.

Abre uma ampla avenida para outros políticos envolvidos na Lava Jato. Dilma foi usada como boi de piranha.

E a defesa desta tese foi negociada pela senadora Kátia Abreu (PMDB/TO). Dilma tinha conhecimento e aceitou. Ela sabia que seria impossível escapar da cassação.

Outros senadores do PT passaram o fim de semana negociando a apresentação do destaque que permitiu a presidente afastada perder o cargo mas não os direitos sociais.

Agora, só nos resta rezar para que as consequências dessa concessão não contamine um processo de julgamento que nasceu limpo e transparente, tirou o país da ingovernabilidade e tem a possibilidade de botar o Brasil nos trilhos, de novo.
 

O Montanhas Capixabas adverte que a opinião do colunista expressada no texto acima é pessoal e pode não representar a opinião da empresa ou de seus editores.
 
 

 

 

 

 

 

 
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