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25/05/2015

Ajuste fiscal ou Shopping Câmara

 

 


 
Parece mesmo que os parlamentares brasileiros querem fazer crer que a máxima do “não adianta”, disseminada na sociedade brasileira, foi feita para se aplicar ao Congresso Nacional.

Esta semana, o Jornal Nacional, da rede Globo, falou de leve e rápido que no meio das medidas provisórias do chamado ajuste fiscal tinha um item prevendo a construção de um prédio para a Câmara dos Deputados.

Esculachou de vez! Diríamos num campo de futebol.

Primeiro, é de se questionar legalmente, se numa lei que trate de determinada matéria pode se tornar uma salada de frutas e se colocar de tudo nela.

Depois, aí seria o que eles mesmos chamam de questões políticas, seria a insensatez de se aprovar despesa de construção, compra, aluguel de imóveis num momento em que a tecnologia já deveria ter permitido, caso viesse sendo utilizada devidamente, a diminuição substancial daqueles existentes.

Num contexto de arrocho absurdo e de aumento de tudo que é negativo na economia, com a diminuição proporcional de tudo que é positivo, uma medida dessa derrubaria qualquer governo em qualquer lugar do mundo. O valor aprovado pode, mas não quer dizer que tenha de ser utilizado. Essa verba não pode ser desperdiçada dessa maneira.

São ações como essas que provam que os deputados, ao contrário de fiscalizarem o governo, uma das suas principais atribuições, agem como verdadeiros golpistas, para não dizer palavras mais fortes e ter de pagar indenizações já que tudo funciona contra pequeno.

E a mídia ajuda, deixando por isso mesmo, seja por abordagens distorcidas ou por omissão. Deve haver algum acordo tácito para nem dizerem em qual medida do “ajuste fiscal” – vejam, medidas de “ajuste fiscal” – está inserida a previsão e o valor desse dinheiro para construção de mais um prédio tão suntuoso quanto desnecessário.

Além desse acinte dos parlamentares e da omissão da imprensa, os chamados especialistas de economia, os formadores de opinião e muitos âncoras de telejornais empunham a bandeira natural da necessidade do “ajuste”, com uma tranquilidade de monges. Não dizem uma vírgula sobre quem e porquê está tudo desajustado.

Por exemplo, a conta de energia subiu até 50% para alguns. Todos dizem que é uma necessidade devido à redução há dois anos no valor das contas. Não fazem o cálculo primário entre o valor da redução com o da compensação agora. E se era para meter a faca depois, por que fizeram tanta propaganda desse benefício à época? Não disseram que seria um empréstimo a ser cobrado com juros e correção monetária.

Esse prédio cristalizou a necessidade de economizar bilhões, sempre do bolso do cidadão. Nenhum dos milhares de cargos comissionados e dos vários ministérios foi cortado.

Com relação ao bolso do cidadão, o maior perigo não está nas ruas brasileiras, mas, sim, nas votações do Congresso Nacional.

Nem que o país estivesse esbanjando dinheiro essa construção poderia se concretizar pela sua futilidade. Seria muito mais relevante se aplicado numa das muitas áreas sociais importantes carecedoras de verbas para suas atividades.
Não entendi: o governador do Rio de Janeiro apontou algum eventual desembargador como culpado pelo assassinato de um cidadão num dos pontos turísticos da capital carioca. Nem se fosse caso isolado; pior, ainda, quando se trata de uma rotina carioca e brasileira.

 
 


O Montanhas Capixabas adverte que a opinião do colunista expressada no texto acima é pessoal e pode não representar a opinião da empresa ou de seus editores.
 

 

 

 

 

 

 
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