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Vida Saudável - Dicas de Saúde

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08/02/2011

Candidíase: não dê chance a ela!

 

 

 
Quando encontra condições de agir, como em um ambiente bem úmido, por exemplo, o fungo oportunista Candida sp causa incômodos como coceira, ardência e corrimento. As vítimas preferidas são as mulheres, porém homens e crianças também sofrem com o problema. Segue algumas explicações e dicas de como se prevenir. 
 
O que é a candidíase?
 
Trata-se de uma doença infecciosa causada por um fungo oportunista chamado Candida sp. O mais comum (90% dos casos) é a Candida albicans, que gosta muito de umidade. O ambiente vaginal favorece seu crescimento, mas o problema não está limitado a essa região, pois pode ocorrer na pele (micose), no sistema gastrointestinal, na boca (sapinho) e até no ânus. 
 
Qualquer área úmida do organismo favorece seu crescimento — basta haver descontrole da flora bacteriana (pelo uso de antibióticos, drogas, álcool ou fumo, entre outros fatores) para surgir a chance. Também é considerada uma doença de verão, já que nesta época as condições para o seu aparecimento são maiores — as pessoas tomam muito mais banhos, vão com frequência à praia e à piscina e nem sempre se secam como deveriam.
 
Quais os principais sintomas?
 
Não há uma sintomatologia sistêmica, ou seja, a doença não causa febre nem mal-estar. Os sinais são localizados: quando o problema ocorre na vagina (que é o lugar mais frequente) aparece vermelhidão, inchaço e grumos brancos colados na parede dessa região, além de coceira na vulva, ardência, dor na relação sexual e uma secreção esbranquiçada (que parece um papel higiênico molhado ou uma nata de leite e muitas vezes pode ser abundante).
 
Quando a candidíase surge na forma oral, os sintomas são parecidos: também existe a formação de grumos brancos, a garganta fica mais vermelha e pode ocorrer certa ardência. A proliferação da Candida em órgãos internos do sistema gastrointestinal pode causar sangramentos intestinais e problemas evacuatórios.
 
É uma doença sexualmente transmissível?
 
Sim, mas não essencialmente. O problema também pode acontecer somente devido ao excesso de umidade em determinadas partes do corpo, depois da pessoa sair do banho ou da piscina sem se secar totalmente, falta de higiene após urinar, evacuar ou ter relações sexuais. Como é um fungo oportunista, a Candida não discrimina idade ou sexo, portanto, pode infectar mulheres, homens e crianças. Agora, se a mulher tem candidíase, ela pode transmitir o microrganismo para seu parceiro. Por isso o tratamento sempre envolve o casal.
 
Dá para prevenir seu aparecimento?
 
A principal prevenção é diminuir a umidade em áreas-chaves do corpo, secando-se bem após o banho e tomando outras medidas simples. A região vaginal, por exemplo, precisa ser ventilada. Então, algumas dicas são: dormir sem calcinha, não usar roupas justas, dar preferência às roupas íntimas de algodão. 
 
Outras atitudes contribuem para evitar o aparecimento da candidíase: usar sabonete para controlar a flora vaginal, não deixar a toalha de banho molhada (após o banho ela deve ir para a lavanderia ou quintal para secar bem), não dividir roupas íntimas nem as toalhas de banho com ninguém. Na praia ou na piscina é importante não ficar muito tempo com a parte de baixo do biquíni molhada — uma sugestão é ter sempre uma peça sobressalente para fazer a troca.
 
A alimentação também é importante para evitar o problema?
 
Quem mantém uma boa qualidade de vida, mesmo diante de um problema de saúde, se recupera mais rapidamente. Daí que seguir um cardápio equilibrado, praticar atividade física regularmente, dormir bem e evitar maus hábitos, como o fumo ou o álcool, que descontrolam a flora bacteriana do organismo, são atitudes sensatas em qualquer situação. Agora, quem já tem predisposição para a infecção, deve evitar o excesso de açúcar, massa de tomate e frutas cítricas.
 
Qual o tratamento recomendado?
 
Normalmente a candidíase é tratada com antifúngicos orais e locais em dose única. E em 24 horas o paciente já estará com o problema sob controle. Quando a doença é detectada em gestantes, também precisa ser tratada com eficiência, porque já aconteceram casos de infecção do líquido amniótico (que envolve e alimenta o bebê na barriga) por Candida.
 
O que fazer se a infecção aparecer com frequência?
 
Se ocorrer mais de dois episódios da doença em um espaço de seis meses, ela já é considerada candidíase de repetição. O médico precisa investigar quais são os agentes facilitadores do mal, conhecer o estilo de vida de seu paciente e individualizar o tratamento, que pode durar de quatro a oito meses.
 
Levantamentos de trabalhos recentes mostram que algumas pessoas respondem muito bem a tratamentos antialergênicos, porque a infecção virou uma resposta alérgica para o organismo. Também existe a candidíase polissistêmica, que acontece quando o fungo age em vários sistemas orgânicos ao mesmo tempo. O grupo de risco é pessoas com HIV positivo, aids, diabetes ou pacientes imunodeprimidos, como os transplantados ou indivíduos submetidos à quimioterapia.
 
Fonte: artigo extraído da Revista online VivaSaúde
 

 

 

 

 

 

 
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