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Vida Saudável - Dicas de Saúde

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15/08/2016

A hiperestimulação infantil tem ''cura''?

 

 



Vivemos em uma sociedade onde estamos constantemente atrasados para algo: acordamos pela manhã preocupados com o horário, verificamos nossos e-mails entre xícaras de café que tomamos muitas vezes sem nos dar conta de como é bom sentir o aroma do café, aproveitar este momento para sentar à mesa e conversar um pouco com os familiares, que em meio à tanta correria acabam se tornando meros moradores da mesma casa. 

Muito bem, a vida de um adulto não é fácil, são muitos compromissos diários que impõem um ritmo frenético à vida, mas a questão que gostaria de abordar neste momento refere-se às nossas crianças: será que a vida delas está muito diferente da vida dos adultos? Será que as crianças estão tendo tempo para SEREM CRIANÇAS?

Esta reflexão naturalmente leva à um outro questionamento: é possível não viver neste ritmo acelerado em nossos dias? Dentro desta pergunta, é interessante lembrarmos que nossas crianças estão imersas neste processo, estão sendo influenciadas por este ritmo de vida que levamos, e que muitas vezes as mesmas não estão preparadas para darem conta deste ritmo. 

É notável a importância e a necessidade da estimulação no processo de desenvolvimento da criança, aquisição de habilidades, desenvolvimento motor, cognitivo, mas é preciso lembrar também que a criança, dependendo da idade, ainda não tem estrutura desenvolvida para absorver, de forma benéfica, todas essas estimulações. Não podemos comparar uma criança com um adulto, ou seja, a mesma intensidade que se espera de um adulto na organização de tarefas não pode ser exigida de uma criança.

Repito a pergunta feita anteriormente: as crianças estão tendo tempo para serem crianças? O que seria mais importante: a criança saber dominar vários idiomas, ter todo o tempo da semana ocupada com muitos afazeres complexos, ou a criança aprender a ter tempo para pensar sobre o que gosta, a aproveitar também o seu tempo para brincar com coisas que façam com que ela desenvolva a criatividade e não aprenda a absorver somente informações que já são passadas de forma pronta? É neste momento que surgem questionamentos acerca da forma como estimular uma criança, dúvidas que muitas vezes extrapolam extremos ao se pensar que não se pode colocar obrigações para a criança. Não se trata disso, é preciso entender que a criança muitas vezes é exigida ao máximo, em questões intelectuais, e não tem tempo para desenvolver habilidades básicas para uma boa convivência no futuro, como empatia, sensibilidade ao outro, conversar, interagir. Existem crianças que sabem montar e desmontar um computador sem dificuldades, mas não sabem conversar ou brincar com um colega. Nem sempre o que orgulha os pais, como dizer que o filho é um “cdf” nisso ou naquilo porque faz um monte de coisas o tempo todo, é tão benéfico assim para a criança. È preciso considerar também o que a criança sente frente a tudo isso.

A hiperestimulação pode levar uma criança a ter dificuldades inclusive na escola, porque não consegue prestar atenção nas aulas, porque foi ensinada a vida inteira a fazer várias coisas ao mesmo tempo, e não aprendeu a focar a atenção num único estímulo, como no caso, o professor numa sala de aula. É extremamente necessário pensarmos se o que exigimos das nossas crianças condiz com o que estamos ensinando para elas, através de nossos hábitos.

E você, tem mostrado no seu dia-a-dia para sua criança aquilo que você espera dela no futuro? Pense nisso... 
 

 

 

 

 

Sidney Dalvi

15/08/2016
11h32

Pois bem meu Caro Wendel... Passo por isso todos os dias com minha filha e parece que a adaptação ao mundo vai de encontro ao pensamento da hiperestimulação... E pior:há um acesso enorme às informações e que dificilmente são transformadas em conhecimento, ou seja, ainda que a hiperestimulação não causasse um estresse emocional,mesmo assim teria-se poucos benefícios pois a sensação é de um caleidoscópio de informações, em que não se sabe onde nem começa nem onde termina... Há muita informação,muito estímulo e pouco conhecimento...


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