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Histórico

 

 

25/10/2014

Dor Orofacial: você pode ter sem saber

 

 

Quem pode apontar uma mulher com idade entre 20 e 50 anos que não tenha tido uma dor de cabeça ou uma dor nos ombros e pescoço durante toda a sua vida? Pelos estudos, isso realmente não é nenhuma novidade. Eles mostram que cerca de 90% das mulheres de todo o mundo, entre 25 e 64, já experimentaram a dor de cabeça.

O que poucas pessoas sabem é que estamos vivendo uma verdadeira revolução nos conceitos e, consequentemente, nos tratamentos da dor de uma forma geral. Um aspecto disso é o caráter multidisciplinar da abordagem do paciente com dor. Hoje em dia sabe-se que aquelas dores complexas, antigas, que não aparecem em nenhum exame só poderão ser tratadas com uma abordagem compartilhada por profissionais que estudam a mesma área.

E é por isso que desde sua criação, há 12 anos, tem crescido cada vez mais a importância do especialista em Dor Facial. Na verdade trata-se de um dentista especialista em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial. Isso porque seu objeto de estudo e trabalho são as desordens da articulação temporomandibular – DTM, que fica perto do ouvido, e as dores da boca e da face.

Hoje já existe uma razoável quantidade de publicação científica apontando a relação entre dores de cabeça, de ouvido, dos músculos da mastigação, do pescoço e coluna cervical com o aparelho mastigatório. Mas não por ele exclusivamente, é claro. E aqui aparece outro componente importante nessa nova abordagem. – Uma dor não dói por uma única razão. Elas têm relação de “comorbidade”. Ou seja, se juntam de forma que um só especialista, com um só remédio muito provavelmente não conseguirá bons resultados.

E não é só isso. Sendo do campo de atenção do especialista em Dor Facial as articulações temporomandibulares (ATM), muitas das manifestações podem estar associadas a doenças reumáticas como fibromialgia e artrite reumatóide; dificuldades de abrir e fechar a boca, bem como estalos e zumbidos.
 
Incidência na população

Os dados exatos não são claros, pois as metodologias e dificuldades inerentes às pesquisas com dor são grandes. Mas recentemente foi estimado que 40% a 75% da população norte americana apresentam ao menos um sinal de DTM, como ruídos, e 33% já apresentou um sintoma como dor na face ou na própria articulação.  No Brasil, um estudo concluiu que 37,5% da população apresentavam ao menos um sintoma de DTM. Entre estudantes universitários estima-se que 41,3% a 68,6% apresentem algum sintoma.
 
Quem é esse paciente?

Em uma pesquisa realizada no ambulatório de Dor Orofacial da Faculdade Paulista de Medicina, o paciente médio desse tipo de problema se mostrou ser mulher, entre 20 e 50 anos, ansioso (87%), irritado (70%) e com histórico de dormir mal. Quase sempre apresentava dor de cabeça e se encontrava confuso quanto ao fluxo dentro do sistema de saúde. Dizia estar cansado de percorrer diversos profissionais e serviços sem obter solução ou orientação para amenizar suas queixas. Aparentemente a DF não esta relacionada com raça e outra condição social, nem mesmo a econômica.
 
E porque isso acontece?


A tentativa de isolar uma causa nítida da DF não tem sido bem sucedida. Estudos recentes têm concluído que sua origem é multifatorial. Faz parte do exame do profissional que atua nessa área proceder à extensa investigação que busque identificar os fatores predisponentes, iniciadores e perpetuadores.

Como fatores predisponentes podemos citar a existência de história de traumas na face e fatores genéticos com presença de haplótipos associados à sensibilidade dolorosa. Exemplos de fatores iniciadores podem ser o bruxismo noturno, apertamento dentário diurno e má postura corporal. Já aqueles que mantém, ou até mesmo iniciam o problema pode-se citar fatores psicossociais como a ansiedade e depressão.
 
Diagnóstico

Ainda não há um método exato e confiável de diagnóstico e mensuração da presença e severidade da DTM que possa ser usado de maneira irrestrita por pesquisadores e clínicos. Para o diagnóstico, a anamnese bem conduzida é a melhor forma. Deve-se proceder a um exame físico com palpação de toda a face, mensuração dos movimentos mandibulares, análise de ruídos articulares e uma escuta atenta de toda a história clínica.

Deve-se fazer o diagnóstico diferencial de outros problemas como as enxaquecas. Alguns exames podem ser solicitados como auxiliares. Imagens da ATM em tomografias e ressonâncias magnéticas além de polissonografia podem ser pedidas em caso especiais. Entretanto, nem sempre existe associação direta entre os resultados dos exames e a presença de sinais e sintomas.
 
Tratamento

O objetivo do especialista será sempre restabelecer o conforto do paciente, controlar a dor, orientar sobre tudo a respeito da DF e a sua relação com outros problemas e organizar o tratamento de forma a eliminar ou controlar o problema. Por ser de etiologia indefinida e de eficácia altíssima, o melhor é evitar terapias cirúrgicas e irreversíveis para esses pacientes e optar por medidas conservadoras.

Alguns estudos revelam que 90% dos pacientes conseguiram o controle dos sinais e sintomas somente com esse tipo de abordagem. Isso quer dizer que a primeira escolha sempre será por informar o paciente sobre os detalhes do seu problema e de como lidar com ele, prescrever a medicação ideal, propor o uso de placas interoclusais, agulhamento a seco, além de terapias físicas, treinamentos posturais e exercícios fisioterápicos mandibulares.

A prática da Odontologia Baseada em Evidencia (OBE) não ampara a prescrição de técnicas que promovam mudanças oclusais complexas e irreversíveis, abordagens cirúrgicas, terapias ortodônticas e de reabilitação protética de dentes no tratamento da Dor Facial.

Com relação à cirurgia de ATM, é possível afirmar que são necessárias em alguns poucos casos específicos, e depois de vencidas todas as possibilidades não cirúrgicas.
 
2014: Ano Internacional da Dor Orofacial

Desde 2004 a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) elege a cada ano um tema para chamar a atenção de profissionais de saúde, gestores e sociedade em geral. E é por isso tudo que em 2014, com o apoio da Federação européia de Dor (EFIC) e Organização Mundial da Saúde (OMS) o foco dessas instituições se virou para a Dor Orofacial. Isso significa que por todo o mundo, Instituições de pesquisa e de assistência, bem como universidades e associações ligadas ao tema tem buscado espaço para dar visibilidade a esse problema de grande relevância social que você pode ter, sem saber.
 
Teste sua condição 
Respostas possíveis: Sim / Às vezes / Não

Sente dificuldade para abrir bem a boca?
Sente dificuldade para movimentar sua mandíbula para os lados?
Tem cansaço/dor muscular quando mastiga?
Sente dores de cabeça com freqüência?
Sente dor na nuca ou torcicolo?
Tem dor de ouvido ou nas regiões das articulações?
Já observou se tem algum hábito de apertar e/ou ranger dentes?
Sente que seus dentes não se encaixam bem?
Você se considera uma pessoa tensa/nervosa?
 
Some 3 pontos para cada resposta “Sim”, 2 pontos para cada resposta “Às vezes” e não pontue nas respostas “Não”.

( ) Entre 19 e 30 pontos: É provável que tenha desordens temporomandibulares (DTM).
( ) Entre 13 e 18 pontos: Você têm tendência a desenvolver DTM
( ) Entre 06 a 12 pontos: Você tem uma pequena possibilidade de desenvolver DTM
( ) Entre 0 a 5 pontos: Seus problemas não são de Desordens temporomandibulares.

Adaptado de questionário da Academia Americana de Dor Orofacial

Fonte: Mile4 Assessoria de Comunicação
 

 

 

 

 

 

 
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