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A Arte das Montanhas

Histórico

 

 

06/12/2016

Gerundismo: uma praga avassaladora!

 

 



Eu, não gerundio. 
Tu gerundias? 
Ele gerundia. 
Nós, não podemos gerundiar!  
Vós gerundiais? 
Eles, com certeza gerundiam!

Se tem uma coisa que me tira do sério, me causa ojeriza, urticária, faz ranger os dentes e, me deixa com fúria, muita fúria,  é ouvir a nossa língua sendo contaminada, devastada e massacrada por essa praga avassaladora que disseminou em todas as áreas e aonde quer que você vá. 

Seja na saúde, educação, esporte, segurança, comércio, enfim, aos quatro ventos do país, a sua propagação ganha forças cada vez mais. E até nas igrejas. Um pecado lingüístico. 

Outro dia, a pessoa que ministrava a reza fez o convite a todos os fiéis para que entrassem e sentassem, do seguinte modo: “senhores, podem tá entrando, tá sentando que o padre já, vai tá chegando”.  Deus é mais! Nunca vi tanta heresia de uma só vez. E o pior é que as pessoas que falam desse jeito acham que é uma forma rebuscada de pronúncia. Ou, que estão abafando. Ô dó!

E quando você liga para qualquer call center, solicitando algum serviço e ouve sempre a mesma coisa: “Peço pra tá aguardando um instante senhora, que eu vou tá passando pro setor que vai tá resolvendo o seu problema”.

Da mesma forma é no médico. Você chega e a secretária diz: “senhora, pode tá sentando, tá aguardando, que o médico já vai tá chegando e vai tá atendendo, pra tá resolvendo o seu problema. A essa altura do campeonato, meus tímpanos já se conturbaram. Não sei o que dói mais: a dor física, ou a dor de presenciar a degradação de nossa língua.

E quando você recebe um bilhete, de uma determinada escola, redigido assim: “Senhores pais ou responsáveis: Nossa escola vai tá realizando a festinha em homenagem às mães e, pra tá abrilhantando ainda mais o nosso evento, pedimos que os senhores possam tá vindo e tá integrando à nossa equipe”... 

Pelo amor de Deus! Isso é uma degradação voluntária da língua portuguesa!

Francamente! Não tem ouvido que suporte tamanha aberração, não é mesmo? E o que fazer minha gente, se essa epidemia “gerundista” infestou o nosso país de modo devastador? Alastrou-se do Oiapoque ao Chuí. De norte ao sul e, de leste a oeste do país, é possível detectar essa praga contaminante. 

Prefiro mil vezes o português coloquial, ou regional, ou caipirêz. Àquela linguagem matuta mesmo, inspirada por Mazzarope e, que é coisa de raiz.

Portanto, minha gente, se alguém discordar de mim, algum “gerundista” convicto e irredutível, que insiste em falar dessa forma horrível, “Pode tá enviando uma mensagem. Pode tá criticando... pode tá discordando... enfim”...

O mais importante é que estarei à disposição de vocês para dirimir quaisquer possíveis dúvidas incutidas em vossas mentes no que tange a essa “gerundiação” abundante que assola a humanidade e, prontinha para lhes responder à altura. Na linguagem culta, é óbvio!
 

A Arte das Montanhas

Se você é pintor, escritor, músico, coreógrafo, cineasta, escultor, artesão, enfim, produtor de arte, reside na região das montanhas capixabas ou proximidades e gostaria de compartilhar conosco o seu trabalho, envie-nos um pequeno texto e/ou fotos e teremos prazer em divulgá-los.

Mensagens para: admin@montanhascapixabas.com.br (assunto: Coluna de Artes).
 

 

 

 

 

 

 
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