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História

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10/03/2010

Parte 1: 150 anos da Visita de D. Pedro II à Colônia de Santa Isabel (1860-2010)

 

 

 

 

 Parte 1 de 3

 

Um dos melhores cicerones de D. Pedro II, na sua visita à Colônia de Santa Isabel, foi o Dr. Luiz Pedreira do Couto Ferraz, que,  junto ao imperador, fundou a referida colônia em 27 de janeiro de 1847. Este dia, conforme Lei Estadual nº. 9.283 de 26-08-2009, tornou-se o Dia do Imigrante Alemão no Espírito Santo.
 
Transcrevo aqui a referida lei:
 
Lei nº. 9.283
Institui o Dia do Imigrante Alemão
O Governador do Espírito Santo
Faço saber que Assembléia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte lei:
Art.1º - Fica instituído o Dia do Imigrante Alemão no Calendário Oficial do Estado, a ser comemorado, anualmente, no dia 27 de janeiro.
Art. 2º- Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio Anchieta em Vitória, 26 de agosto de 2009.
Paulo César Hartung Gomes
Governador do Estado
Publicada DOE-27-08-2009
 
 
DESEMBARQUE DE DOM PEDRO II NO ESPÍRITO SANTO
 
 
D. Pedro II
 
 
Em 30 de janeiro de 1860, às 6h15, D. Pedro II embarca em uma galeota e às 7h20 chega ao Porto Velho, que ficava atrás de onde hoje está localizada a Estação Pedro Nolasco, em Jardim América, Município de Cariacica e ponto de partida da antiga estrada para Minas, denominada Estrada de São Pedro de Alcântara no ramal que passava pela colônia. 
 
Uma comitiva aguardava Sua Majestade para o trajeto à cavalo. O caminho montanhoso, cheio de florestas decoradas com lindas orquídeas, encantou o Imperador, que denominou a colônia de sua “Menina dos Olhos”. Esta denominação também era usada pelo Dr. Ferraz.
 
Depois de ter recebido homenagens por toda região de Viana, D. Pedro chega ao morro do Molundu, habitado por uma família alemã. No alto da fazenda do Sr. Rafael Pereira de Carvalho vê-se o Rio Jucu. Nesse alto começa a Colônia de Santa Isabel. Às 12h10, atravessa a ponte sobre o Rio Jucu, onde hoje se localiza a ponte da BR. 262 (veja a foto de Victor Frond, de 1860).
 
 
Ponte sobre o rio Jucu. Foto de Victor Frond. 1860.
 
 
Era uma pequena ponte para a travessia de pedestres e tropas. Dom Pedro II sentia-se muito incomodado do sol e do estômago e descansou até às 3h20 na residência do Sr. Carlos Richwer, natural de Hamburgo e genro do colono Nicolau Effgen, que já era bem sucedido na colônia. O senhor Carlos era comerciante de secos e molhados.
 
Ao entrar na colônia, D. Pedro foi recebido com honrarias e foguetório. Os colonos não cessavam de beijar-lhe às mãos e uma senhora, assim exclamou: ”É o deus da nossa terra”. Mais à frente, é recebido por Mathias Marx em um prazo com lindas laranjeiras, casa de sobrado e uma bonita vista. Esse colono já tinha dinheiro e rendas.
 
 
Comércio do colono Jacob Gehardt, onde o Imperador descansou por
algumas horas. Vê-se em cima, parte da estrada de Minas Gerias.
 
 
Na próxima quarta-feira (17), continuaremos nossa viagem com Dom Pedro II, em visita à Colônia de Santa Izabel.
 

 

 

 

 

Julio Huber

10/03/2010
15h12

Joel, é um prazer tê-lo como nosso colunista de cultura. Tenho certeza de que seus textos serão de grande utilidade para todos que de alguma forma pesquisam a história local e que gostam de saber mais sobre os antepassados. Sabe que admiro seu trabalho e fico grato em ler seus textos. Seja bem vindo e nos alimente de cultura. Abraços


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Joel Guilherme Velten

10/03/2010
17h18

Boa noite Júlio e a todos os leitores desta coluna. Para mim também é uma grande satisfação poder pariticipar deste site e compartilhar os meus conhecimentos sobre a nossa história que é um trabalho que venho fazendo há cerca de 32 anos, mergulhando em arquivos públicos, igrejas e mesmo em baús de várias famílias de nossa terra, sem falar dos muitos diálogos que tive e ainda tenho com pessoas de várias idades e contatos na Alemanha. Posso dizer com orgulho que descobri ,ao longo desses anos ,fatos que com certeza estavam totalmente esquecidos. Quem poderia imaginar que muito antes de nossos ancestrais chegarem aqui, 1847, mineiros trafegavam por onde hoje localiza-se a Avenida Presidente Vargas e provavelmente o Campinho era um local de referência, distante 8 léguas da capital Vitória, onde acampavam para descansar, trazendo de Vila Rica(Ouro Preto) café, ouro etc que caiam no Porto de Vitória rumo a Portugal. Era a famosa Estrada de São Pedro de Alcântara conhecida pelos alemães como a estrada de Minas ou Minasstrot no dialeto pomerano.Há registros de que muitos Santos do Pau Oco passaram por nossa cidade. Mais uma vez agradeço ao Evandro a oportunidade que me deu de fazer chegar ao nosso povo histórias de nossa terra que são lindas. Um abraço, Joel Guilherme Velten


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Lorena Lóss Müller

10/03/2010
17h39

Julio!Fico feliz por ver que o Montanhas Capixabas está decolando messssmmmooo!!! Parabéns a toda equipe pela iniciativa e ousadia de trazer para nossa região um canal de comunicação que une informação, prestação de serviço e conhecimento. Aplausos ainda para os colunistas! A escolha de Joel para contar a história e a cultura de Domingos Martins foi perfeita. Parabéns Joel!!


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Cristiano Sander

11/03/2010
08h26

Parabens ao Joel Velten, um Virtuose da historia, que vem trazendo um pouco de historia e raízes desse município. Parabens ao site pela oportunidade dada ao Joel!


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Evandro Albani

11/03/2010
11h29

Joel, será sempre um prazer poder editar sua Coluna no Montanhas Capixabas! Eu gostei e tenho certeza que nossos leitores, principalmente amantes da História e da Cultura, gostarão também! Já não é delicioso saber que está sendo lido por pessoas de espírito crítico e participativo como a Lorena Loss e o Cristiano Sander? Seja bem vindo todos vocês e saibam que a equipe do Montanhas Capixabas estará sempre aberta para sugestões, críticas e a participação de todos. Um grande abraço.


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Angela

16/03/2010
09h27

É prazeroso poder compartilhar idéias e conhecimentos, este espaço é assim, dinâmico e deve ser sempre democratico para contribuir na formação dos cidadãos. Parabéns a equipe do Montanhas Capixabas em ter pessoas que realmente conhece as raízes de um povo. A escolha do Joel Guilherme Velten foi acertiva, pois é conhecedor profundo sobre a Imigração Alemã no Estado, os relatos são consistentes e com riquesza de detalhes histórico, muito importante para prospectar um pensamento critico sobre a importância de nosso município.


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Silvio Cezar Christ

30/12/2010
15h05

Bonito ver essa tão grande terra . Parabéns !


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