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História

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29/04/2010

A História dos Vestidos de Casamento - Os Pomeranos, os Hunsrücker e o Vestido Preto

 

 

 

 

Cerimônia matrimonial em igreja sempre foi o sonho de todas as moças, no mundo inteiro. O branco como cor do vestido de casamento sempre foi tradicional, porém até o ano de 1840 não existiu uma cor padrão. Era muito comum as noivas simplesmente escolherem um vestido, entre os mais bonitos que tinham, para ser usado nesse dia especial de sua vida.

 

Existe um antigo poema em língua inglesa, cujo autor é desconhecido, sobre as cores do vestido e a influência delas no futuro do casal. 

 

Transcrevo aqui o original (em inglês) e a respectiva tradução: 

 

"Marriage in white, you will have chosen all right. 

Casamento de branco a noiva terá escolhido tudo certo.

Marriage in grey, you will go far way.

Casamento de cinza, a noiva irá para bem longe.

Marriage in Black, you will wish yourself back.

Casamento de preto, a noiva voltará sozinha.

Marriage in red, you’ll wish yourself dead.

Casamento de vermelho, a noiva desejará a sua morte.

Marriage in blue, you will always be true.

Casamento de azul, a noiva estará sempre certa.

Marriage in pearl, you will live in a whirl.

Casamento de pérola, a noiva ficará sempre rodando.

Marriage in green, ashamed to be seen.

Casamento de verde, a noiva estará sempre envergonhada de ser vista.

 

(Obs.: Pode ser que aí esteja a razão de dizer que quando a moça está grávida antes do casamento, irá casar-se na igreja de verde. Continuando...)

 

Marriage in yellow, ashamed of the fellow

Casamento de amarelo, a noiva envergonhava-se do companheiro.

Marriage in brown, you’ll live out of your town

Casamento de marrom, a noiva irá viver fora de sua cidade.

Marriage in pink, your spirits will sink.

Casamento em rosa, o espírito da noiva afundará."

 

 

Vestidos de várias cores usados antes da

padronização do branco através do casamento

da Rainha Victória da Inglaterra em 1840

 

 

O vestido branco tornou-se a cor oficial das noivas a partir de 1840, quando a Rainha Victória da Inglaterra casou-se com o Príncipe Albert de Saxe-Corburg. Ela usou um belo vestido branco em cetim, adornado com flores na cor laranja e uma grinalda com um véu de 5,58 m. O casamento foi notícia no mundo inteiro e encantou toda a sociedade, que desde então oficializou a cor branca.

 

 

Rainha Victória em seu enlace no ano de 1840 e

Princesa Diana em 1982

 

 

Em relação ao preto, é curioso saber que a moda está voltando nas passarelas e vitrinas de Paris. Vejam as fotos:

 

 

Passarelas de Paris nos dias de hoje

 

 

Existe uma história entre os descendentes de pomeranos, em que o vestido na cor preta era uma forma de protesto aos senhores feudais que obrigavam as noivas a passarem a noite de núpcias em seu poder. Sempre achei isto muito estranho porque na Alemanha, bem como em vários países da Europa, muitas noivas casavam-se de preto por opção de cor, como também casavam-se de branco, marrom, vermelho, azul, cinza, etc. Veja só o casal Samuel Brodhead e Margareth Tidd no dia de seu casamento em 1849. Ela usou um vestido de seda em cor marrom e xadrez.

 

 

Samuel Brodhead e Margareth Tidd

no dia de seu casamento em 1849

 

 

Mais fotos de casamentos com vestido preto:

 

 

 

Casamento Pomerano em Domingos Martins e

Casamento em Chicago (Estados Unidos)

 

 

Também um tanto contraditória esta versão, porque em Campinho a maioria das noivas descendentes de Hunsrück casavam-se com vestido preto. Veja o depoimento da senhora Erica Schneider Bastos: “Minha mãe, Joana Waiandt Kuster, casou-se com Eduardo Schneider Segundo, na Igreja Luterana de Campinho, em 1905, e usou um bonito vestido preto. Ela era descendente de suíços e Hunsrück/alemão”. Mais uma razão de se entender que era moda da época.

 

Até hoje, na Alemanha, é tradicional que na Igreja Luterana as moças celebrem a sua confirmação (primeira comunhão) usando um vestido preto com um pequeno detalhe branco. Creio que aqui em Campinho, no início do século passado, também era usada a cor preta na confirmação. Veja a foto de meu pai e sua irmã gêmea, em sua confirmação na Igreja Luterana desta cidade em 1915. Ela usava um vestido preto com uma flor branca.

 

 

Adelgunde e Alfredo Roberto Velten

Hunsrück

 

 

É importante esclarecer que a cor preta significa seriedade, respeito e muita elegância. Uma mulher vestida de preto e com uma bela jóia, com certeza é destaque em qualquer cerimônia. A cor preta em um velório não significa tristeza, mas mostra o respeito e homenagem ao falecido. É usado como luto em forma de respeito ao ente querido que partiu de nosso convívio. Já observaram também que os carros oficiais de governo no mundo inteiro usam a cor preta?

 

Em todas as pesquisas que fiz pela internet sobre os vestidos e os casamentos, em português e inglês, em nenhum dos sites pesquisados encontrei sequer a palavra feudalismo. Nem nada a respeito de qualquer protesto com relação a este sistema praticado pelos senhores feudais. Portanto, para que esta história do vestido preto no casamento pomerano continue sendo divulgada, é preciso que seja publicada uma justificativa bem documentada, senão se perderá a credibilidade. Acabará tornando-se uma tradição cultural que nunca existiu. Cito aqui os sites pesquisados a quem se interessar. A maioria da literatura pesquisada é publicada em língua inglesa e provavelmente em língua alemã também. Verifique no Google colocando “History of the wedding dress”.

 

http://www.monroehistorical.org/articles/files/...

http://www.perfect-wedding-day.com/bridal-wedding-gown-history

http://weddings.lovetoknow.com/wiki/Black_Wedding_Dresses

 

Você também pode visualizar esse artigo traduzido para o alemão Clicando Aqui.

 

 

Arte:

Lorena Lóss Müller

Assessoria de Comunicação Prefeitura Municipal de Domingos Martins

 

 

 

 

 

Gerhard Thomas

04/05/2010
06h48

Muito boa esta matéria. Deviam enviá-la para os narradores dos desfiles da Sommerfest e de outras festas pomeranas por aí para eles pararem de falar bobagens, como aquela história de que as noivas casavam de preto em sinal de luto por ter que passar a primeira noite com o senhor feudal... Pelo jeito, não tem nada a ver.


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Joel Guilherme Velten

09/05/2010
11h05

Gostei do comentário do Sr. Gerhard Thomas. Provavelmente ele é alemão e a direção do site deveria encaminhar isto à Paróquia Luterana de Campinho e Secretaria de Cultura e Turismo de Santa Maria de Jetibá principalmente. Sr. Gerhard Tomas, o senhor leu a matéria anterior em que dou uma explicação sobre a cidanoa pomerana?Veja no mês de março nesta mesma coluna. Sua opinião será muito importante. Creio que quem defende a cultura alemã num todo, deve ler um pouco mais. Eu sou descendente e ouço muita besteira por aí sobre a cultura alemã.Inclusive no YOUTUBE. E só colocar no google e escrever Danças Pomeranas. Alguém diz ká que os Pomeranos vieram para cá depois da II Guerra mundial porque os alemães não quiseram mais saber deles por lá. Como um país pode rejeitar o seu próprio povo? Estranho, não é? Na II Guerra os pomeranos já estavam aqui há quase 100 anos. Quando digo pomeranos me refiro aos Prussinao porque naquela época Pomeranea ficava na Prússia.Veja os mapas anexos à matéria. Bom final de semana. Se quiser entrar em contato comigoi meu e-mail é jgvelten@hotmail.com Acho que o Senhor poderá me ajudar a esclarecer muita coisa que rola por aí como história que nunca existiu. Obrigado


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Anderson Percilios

06/08/2010
09h58

Bom, Senhor Gerhard Thomas, se o senhor acha que esta ouvindo bobagens nessas festas, é so o senhor ficar em casa!!!!!


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